Leia a Edição 21 na íntegra
Marina Lima está escrevendo um livro e dispara: "A criação é como dar um salto no escuro, tem um pouco de medo do abismo"
É tarde de maio em uma rua pacata no West Village, em Manhattan, Nova York. a porta de um carro se abre, e Chris Martin surge. Ele está vestido com calça e jaqueta preta com capuz. É muito difícil reconhecê-lo, e provavelmente era essa a idéia. Mas eis que ele começa a cantar "Girlfriend Is Better", do Talking Heads, alto o suficiente para que as pessoas do outro lado da rua escutem. Ele não consegue evitar: é um canastrão. O cerco paparazzo, que veio após o casamento com Gwyneth Paltrow e o nascimento de duas crianças angelicamente loiras, o obrigou a certa reserva pública, mas ele parece não conseguir dar conta do recado. No momento em que Martin senta-se para o que segundo ele é "uma entrevista épica" - sete horas, divididas em três sessões -, o Coldplay está prestes a lançar o quarto disco de estúdio, Viva la Vida or Death and All His Friends. "É aterrador", ele diz. Martin, 31 anos, idolatra Woody Allen com a mesma intensidade com que idolatra Michael Stipe, vocalista do R.E.M., e tem a rapidez de raciocínio do garoto atormentado que foi um dia - metade autodepreciação, metade autoproteção. A imagem de Martin como um asceta praticante de ioga e piscitariano (vegetariano que consome peixes) não é de todo errada, mas ele bebe uns drinques (uma cerveja Guinness, um uísque) no decorrer dos dois dias e fica quase ofendido quando eu hesito em pedir um hambúrguer em sua presença. "Eu não sou fascista", diz. "Não vou denunciar você à Chrissie Hynde!"
Madonna não precisa agradecer à sorte por seu sucesso recém-nascido. Sua carreira já estava sendo planejada desde que saiu de Detroit e conquistou Nova York. Na primeira entrevista para a Rolling Stone EUA, em novembro de 1984, mesmo ano em que chegou às paradas Like a Virgin, seu segundo disco, ela prova seu inegável carisma, redefine a sensualidade em videoclipes e faz sua escolha: o sucesso a qualquer preço
Ministro de Harvard, ministro da Igreja Universal. O que pensa Roberto Mangabeira Unger, Ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos?
Ministro hippie, ministro do colete, ministro chamado às pressas. O que pensa Carlos Minc, à frente da pasta do Meio Ambiente?
A polêmica transposição do Rio São Francisco faz um ano e revela uma disputa cruel: sertanejos que esperam abastecer torneiras contra os que não querem doar a fonte de riquezas. Retrato da desigualdade no sertão, é a versão brasileira de uma guerra que atinge proporções mundiais
Ricardo Soares desculpa-se: "Com o perdão da metáfora surrada, Obama é como uma esfinge que se ergue sobre a águia norte-americana desafiando-nos a decifrá-lo - pois do contrário seremos devorados"
Com a ajuda de empresas norte-americanas, a China está construindo o protótipo do totalitarismo high-tech para exportação
Barack Obama, candidato à presidência dos Estados Unidos, fala sobre o voto jovem, revela o que toca no seu iPod e explica suas três maiores prioridades como presidente
Encarnação do Demônio, novo filme do Zé do Caixão, é um clássico indigesto e autoral
Adormecido por 40 anos, novo filme do gênio Zé do Caixão mira no grande público e tenta combater preconceito contra terror no cinema brasileiro