Os 6 filmes que todo ator precisa ver, segundo Julia Garner
Estrela de A Hora do Mal selecionou quase todos os filmes de uma era vista por muitos como a mais revolucionária do cinema americano
Pedro Hollanda (@phollanda21)
Protagonista de A Hora do Mal (2025), Julia Garner se tornou uma das atrizes mais em alta de Hollywood. E quando o assunto é o estudo de atuação, ela tem recomendações sobre quais filmes assistir.
Em entrevista de 2020 ao site Backstage, Garner discutiu seu caminho à fama. Quando perguntada sobre quais performances cinematográficas apreciava, a então atriz da série Ozark, da Netflix, fez uma lista compreensiva, focada principalmente em uma década em particular.
Ela falou:
“Todos aqueles filmes dos anos 1970, eles são inspiradores. Assistir àqueles filmes me fazem querer atuar.”
Garner começou com Kramer vs. Kramer (1979), um drama familiar estrelado por Dustin Hoffman e Meryl Streep como um casal divorciado que trava uma batalha pela custódia do filho. Ambos os atores venceram Oscars por suas performances.
O filme que recebeu o elogio mais efusivo da atriz foi Touro Indomável (1980), dirigido por Martin Scorsese. Baseado na vida do boxeador Jake LaMotta, o ator Robert De Niro chocou Hollywood ao ganhar 27 kg para interpretar o lutador pós aposentadoria.
Julia disse sobre o longa:
“Assistir Touro Indomável novamente – Joe Pesci, Robert De Niro – e você fica com vontade de atuar. A razão pela qual esses personagens são tão bons é porque os atores criaram pessoas.”
Em seguida, ela listou O Franco Atirador (1978), dirigido por Michael Cimino. O longa conta a história de um grupo de amigos, todos filhos de imigrantes do Leste Europeu, que se alistam no Exército para lutar no Vietnã. Apesar de vencer cinco Oscars, o filme foi alvo de polêmica na época por seu retrato ofensivo de vietnamitas, além de mostrar americanos prisioneiros de guerra forçados a jogar roleta russa, classificado como tortura e sem provas.
Julia Garner, cinema independente e papéis femininos
Julia Garner também fez questão de apontar três filmes com performances femininas no centro de tudo. O quarto filme citado foi O Bebê de Rosemary (1968), um clássico do terror dirigido por Roman Polanski e estrelado por Mia Farrow que, apesar de não ser da década citada pela atriz, é visto por muitos como estopim para o movimento da Nova Hollywood que explodiu nos anos 1970. O longa conta a história de uma jovem que vai morar num prédio em Nova York com histórico de bruxaria e fica convencida de estar grávida do Diabo.
A atriz fechou sua lista com mais dois filmes estrelados por mulheres Uma Mulher Sob Influência (1974), dirigido por John Cassavetes e estrelado por Gena Rowlands, mostra a rotina de Mabel Longhetti, uma dona de casa com problemas psicológicos. A Escolha de Sofia (1982), por sua vez, lida com o trauma da personagem título – vivida por Meryl Streep – que precisou escolher qual dos filhos proteger durante o Holocausto.
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