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Betty Boop e Pluto entram em domínio público

Personagens clássicos dos anos 1930, como a primeira versão de Betty Boop e o cachorro Pluto, passam a poder ser usados livremente

Angelo Cordeiro (@angelocordeirosilva)

Betty Boop e Pluto entram em domínio público (Divulgação/Fleischer Studios/Walt Disney Studios)

Desde o dia 1º de janeiro de 2026, uma nova leva de personagens e obras clássicas passa a integrar o domínio público nos Estados Unidos. Entre os destaques estão a primeira versão de Betty Boop, a primeira encarnação de Pluto, o cachorro da Disney, e o personagem Flip, the Frog, criado por Ub Iwerks.

No caso de Pluto, apenas sua versão original fica livre para uso. Quando surgiu, o personagem ainda não se chamava Pluto, mas Rover, o Cão, e apresentava traços mais simples. Assim como aconteceu anteriormente com Mickey Mouse, as versões posteriores do personagem continuam protegidas por direitos autorais, o que limita o uso apenas ao design e às características iniciais.

Betty Boop entra em domínio público a partir de sua estreia no curta “Dizzy Dishes” (1930). Curiosamente, nessa primeira aparição, a personagem ainda não era humana, mas uma cadela antropomórfica, com orelhas de poodle e nariz preto. Embora bastante reconhecível, essa versão difere da melindrosa que se tornaria um ícone da cultura pop nas décadas seguintes. Vale ressaltar que, apesar da liberação do copyright, a marca registrada de Betty Boop ainda pertence ao Fleischer Studios, o que restringe seu uso comercial em produtos como camisetas, brinquedos e campanhas publicitárias.

Outro nome que passa a ser de uso livre é Flip, the Frog, personagem criado por Ub Iwerks após sua saída da Disney. Protagonista de uma série de curtas independentes nos anos 1930, Flip se destacava por um humor mais adulto e experimental, contrastando com o tom familiar de Mickey Mouse e outros personagens da época.

Além dos desenhos animados, 2026 também marca a entrada de personagens literários e obras clássicas no domínio público, após o fim do prazo de 95 anos de proteção. Entre eles estão Nancy Drew, com seus quatro primeiros livros — incluindo O Segredo do Relógio Velho —, o detetive Sam Spade, de O Falcão Maltês, e Miss Marple, criada por Agatha Christie.

No cinema, títulos como Os Galhofeiros dos Irmãos Marx, e O Anjo Azul, estrelado por Marlene Dietrich, tornam-se patrimônio coletivo, assim como vencedores do Oscar de Melhor Filme, como Sem Novidade no Front e Cimarron. Na música, canções clássicas como “I Got Rhythm”, dos irmãos Gershwin, e “Georgia on My Mind” também passam a poder ser reinterpretadas livremente.

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Angelo Cordeiro é repórter do núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo. Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas, escreve sobre filmes desde 2014. Paulistano do bairro de Interlagos e fanático por Fórmula 1. Pisciano, mas não acredita em astrologia. São-paulino, pai de pet e cinéfilo obcecado por listas e rankings.
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