O disco do Black Sabbath que deixou Tony Iommi triste
Guitarrista idealizou o álbum como um trabalho solo, mas acabou sendo obrigado a lançá-lo sob o signo da banda – Glenn Hughes recorda o caso
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Apesar de ser considerado um clássico cult por muitos fãs de Black Sabbath, o álbum Seventh Star (1986) esconde uma mágoa profunda de seu criador. Tony Iommi idealizou o disco como um trabalho solo e não como mais um material do grupo. Quando veio a imposição da gravadora para lançá-lo sob o signo da banda, o guitarrista se viu frustrado.
Em entrevista ao Metal Mayhem ROC (via Ultimate Guitar), o vocalista e baixista Glenn Hughes, que cantou no disco, relembrou como Iommi ficou “muito chateado” com as decisões de bastidores que mudaram o destino do projeto.
Hughes, ex-Trapeze e Deep Purple, relembrou sobre aquele período:
“Tony e eu estávamos muito próximos. Estávamos escrevendo aquelas músicas juntos e, durante todo o tempo, pensávamos que seria um álbum solo do Tony.”
A surpresa desagradável veio na reta final da gravação. O empresário Don Arden (pai de Sharon Osbourne) informou aos músicos que a gravadora Warner Bros. insistia em utilizar o nome da banda para garantir o apelo comercial. A solução foi o título “Black Sabbath featuring Tony Iommi”.
Hughes revela, ponderando também sobre seus sentimentos a respeito:
“Ele (Tony Iommi) ficou muito triste com isso. E para mim, eu não sou um cantor do Black Sabbath. Eu não sou. Eu achava que estava fazendo um disco solo do Tony”.
Hoje, Seventh Star permanece como um capítulo curioso na discografia do Black Sabbath. Trata-se de um disco amado por muitos por sua pegada mais hard rock e comercial, mas que, para Tony Iommi, carrega a memória de uma autonomia artística que lhe foi negada.
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