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Os 4 melhores discos do Dream Theater, segundo James LaBrie

Vocalista escolhe seus álbuns favoritos da banda de metal progressivo, que retorna ao Brasil para seis shows em maio

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

James LaBrie, vocalista do Dream Theater, em 2025 (Foto: Per Ole Hagen / Redferns via Getty Images)
James LaBrie, vocalista do Dream Theater, em 2025 (Foto: Per Ole Hagen / Redferns via Getty Images)

Escolher os melhores momentos de uma discografia tão vasta e complexa quanto a do Dream Theater não é tarefa fácil. No entanto, quem melhor para apontar os pilares dessa jornada do que a voz que conduz a banda há mais de três décadas?

Em entrevista ao jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, o vocalista James LaBrie abriu o jogo sobre suas obras favoritas. Para ele, a escolha vai além da técnica, tão peculiar ao grupo: trata-se também de evolução, desafio e a essência do metal progressivo.

Os dois primeiros colocados

Para LaBrie, os dois primeiros lugares são cativos. Ele aponta Images and Words (1992) e Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory (1999), citados nesta ordem, como o ápice da banda.

Images and Words colocou o Dream Theater no mapa mundial. Com a marcante “Pull Me Under”, o disco equilibra o virtuosismo técnico com melodias acessíveis. É o trabalho que definiu o som do metal progressivo, basicamente.

Scenes from a Memory foi o primeiro álbum conceitual do grupo e a estreia do tecladista Jordan Rudess. A trama sobre reencarnação e assassinato, aliada a composições épicas, consolidou o disco como uma obra-prima do gênero.

A disputa pelo terceiro lugar

Se o topo é óbvio, a terceira posição gera uma “disputa difícil” no coração do vocalista entre dois representantes dos anos 2000: Six Degrees of Inner Turbulence (2002) e Octavarium (2005).

Six Degrees of Inner Turbulence é um álbum duplo. O primeiro disco explora influências de metal experimental e progressivo, enquanto o segundo é ocupado inteiramente por uma suíte de 42 minutos que aborda transtornos mentais.

Octavarium, por sua vez, celebrava os 20 anos da banda na época e é repleto de simbolismos matemáticos. A faixa-título de 24 minutos é considerada por muitos fãs como a composição definitiva da carreira do grupo.

A explicação de James LaBrie

James LaBrie explica que sua seleção se baseia na capacidade desses registros em sintetizar a identidade da banda em diferentes momentos. Ele comenta:

“Os motivos para esses álbuns é porque acho que eles simplesmente representam o Dream Theater. Os épicos estão lá. As sutilezas. São álbuns ecléticos. Acho que cada um não apenas representa aquele período específico de nossas vidas e carreiras, como também mostra uma evolução imensa.”

O vocalista arremata, sobre o que sempre motivou o Dream Theater:

“Continuamos crescendo, aprendendo uns com os outros, nos desafiando e mantendo tudo com frescor, de forma que sentimos oferecer algo não apenas intrigante para nossos fãs, mas que também mantém o nosso interesse. É o jeito que eu descreveria.”

Dream Theater no Brasil em 2026

  • 03/05: Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna) — ingressos via Fastix
  • 05/05: Curitiba (Live Curitiba) — ingressos via Fastix
  • 07/05: Brasília (Dois Ipês / antigo Opera Hall) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 09/05: São Paulo (Vibra São Paulo) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 10/05: Rio de Janeiro (Vivo Rio) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 12/05: Belo Horizonte (BeFly Hall) — ingressos via Fastix

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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