Djavan lança edição especial em vinil duplo de ‘Improviso’
Cantor alagoano traz álbum de 2025 em formato físico de colecionador pela Três Selos Rocinante
Kadu Soares (@soareskaa)
Djavan lançará seu mais recente projeto, Improviso (2025), em edição limitada de vinil duplo a partir desta terça, 21. O álbum, lançado digitalmente em novembro pela Luanda Records em parceria com a Sony Music, chega agora aos toca-discos em versão de colecionador produzida pela Três Selos Rocinante. A pré-venda já está disponível no site oficial da gravadora, com acabamento especial que valoriza a experiência analógica.
A edição traz conceito visual de Giovanni Bianco expandido para capa dupla gatefold de alta gramatura, com fotografias do duo Mar+Vin e figurino assinado por Claudia Kopke. O pacote inclui encarte com texto de Marcus Preto, obi e dois discos de 180 gramas na cor marfim.

O disco reúne 12 faixas que exploram o amor como composição em movimento constante — um improviso entre desejo e entrega. Djavan gravou o material ao lado de sua banda, formada por Torcuato Mariano, Marcelo Mariano, Paulo Calasans, Renato Fonseca, Felipe Alves, Jessé Sadoc, Marcelo Martins e Rafael Rocha, com participações de João Castilho, Marcos Suzano, João Viana e Max Viana. A liberdade técnica exercitada em estúdio batiza o projeto.
Entre os destaques está a releitura emocionante de “O Vento”, escrita por Djavan e Ronaldo Bastos em 1987. A canção era um tesouro guardado na voz de Gal Costa e agora ganha interpretação do próprio autor como tributo à amiga. Outra joia é “Pra Sempre”, melodia originalmente criada para o álbum Bad (1987) de Michael Jackson. Após décadas de espera, a canção recebe letra e o swing inconfundível do mestre alagoano.
Improviso marca o quarto título da discografia de Djavan a receber tratamento da Três Selos Rocinante em formato duplo, sucedendo as edições de D, Bicho Solto – O XIII e Malásia.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Djavan revelou detalhes sobre o processo criativo de Improviso. O cantor assumiu sozinho produção, direção artística e arranjos do disco, uma escolha motivada por conflitos passados com produtores que pensavam radicalmente diferente. “Comecei a ter dificuldade com pessoas que estavam produzindo meu disco. Chegou um momento no qual pensei: não quero mais produtor, nem arranjador. Aí passei a fazer tudo”, explicou o artista, que também assinou todas as composições do trabalho.
Além disso, cantor explicou a escolha de ter o amor como tema central após décadas de carreira: “Não sou um expert em amor. Sou um curioso e observo muito as pessoas”, declarou. Segundo ele, escrever sobre o sentimento é sempre um risco necessário. “O amor é dinâmico, impossível de ser repetido. Portanto, escrever sobre amor não é se repetir jamais. O risco é o que move, o que leva para frente e faz você evoluir”, completou o alagoano.
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