Ludmilla consolida legado no R&B com ‘Fragmentos’ e se prepara para nova música
Após o sucesso surpreendente de seu último álbum, cantora retorna ao funk com ‘BOTA’, faixa colaborativa com Latto e Emília Mernes
Gabriela Nangino (@gabinangino)
Em um dos movimentos mais importantes de sua carreira, Ludmilla lançou, em novembro de 2025, o álbum R&B Fragmentos. Superando as limitações do gênero no Brasil, o disco debutou no Top 10 Global do Spotify, e hoje soma mais de 60 milhões de streams.
Após ganhar fama com o funk e deixar sua marca no pagode com Numanice, Ludmilla se arriscou no R&B a fim de “afirmar uma identidade, ampliar caminhos e reforçar seu legado artístico” em um espaço ainda “pouco explorado no país”, segundo comunicado à imprensa.
Fragmentos mescla elementos do gênero estadunidense com referências nacionais, criando uma linguagem própria. O disco foi construído entre o Brasil e os Estados Unidos, passando por estúdios históricos como o Westlake, onde Michael Jackson gravou “Thriller” e Beyoncé produziu “Cowboy Carter”.
Entre produtores e compositores, Ludmilla trabalhou com London on the Track, Los Hendrix, Hitmaka, Max Gousse e Poo Bear, que já assinaram trabalhos de artistas renomados como SZA, Justin Bieber, Drake, H.E.R e Chris Brown.
Já nas participações do álbum, estão nomes como Victoria Monét, Muni Long, Luísa Sonza, Veigh, Julia Costa e Duquesa.
E uma guinada de estilo, a próxima faixa de funk da cantora, “BOTA” — com colaboração da rapper norte-americana Latto e da cantora argentina Emília Mernes —, será lançada nesta quinta, 22 de janeiro, às 21h. Além disso, um novo feat surpresa será desbloqueado.
As canções chegam a tempo de integrar o repertório do “Fervo da Lud”, que promete agitar as ruas do Carnaval carioca. Confira a prévia de “BOTA“:
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A trajetória de Ludmilla no R&B
Apesar do caráter inovador de Fragmentos, Ludmilla já flerta com o R&B há mais de uma década. Desde seu álbum de estreia no funk, Hoje (2014), a artista inseriu toques do gênero na faixa “Não Quero Mais”. Ao longo dos anos, ela aprofundou essa influência em canções como “Gato Siamês” (2021) e “Sintomas de Prazer” (2023).
O Lud Session — projeto criado em 2021 no qual Ludmilla convida diversos artistas para fazerem releituras de suas músicas com uma sonoridade R&B — é um dos maiores exemplos de sua versatilidade na indústria musical. Com quatro edições lançadas e participações de Xamã, Gloria Groove, Luísa Sonza e IZA, o trabalho já ultrapassa 700 milhões de streams.
De acordo com a artista, seu objetivo com Fragmentos foi olhar além das métricas. Sua maior referência internacional é Beyoncé, que também priorizou conceitos e narrativa em detrimento de números em seus trabalhos mais recentes. “O mesmo pode ser dito de nomes como Rihanna e Frank Ocean, que entenderam que impacto cultural e legado caminham juntos”, escreve o comunicado.
Ludmilla é hoje a sexta cantora preta mais ouvidas do mundo, e segue expandindo suas fronteiras, inspirando “uma nova geração a experimentar, criar e ocupar espaços”. Escute Fragmentos:
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