TERCEIRA IDADE

Phil Collins atualiza estado saúde: ‘Anos difíceis e frustrantes’

Após sucesso histórico na música e muitas batalhas de saúde, Collins reflete sobre suas limitações físicas, a sobriedade e a esperança de ainda criar novas canções

Gabriela Nangino (@gabinangino)

Phil Collins em show de reunião do Genesis, em 2022
Phil Collins em show de reunião do Genesis, em 2022 (Foto: David Wolff-Patrick/Redferns/Getty Images)

É inegável que Phil Collins teve uma trajetória brilhante na música desde o sucesso da banda Genesis, da qual foi baterista e vocalista principal (após a saída de Peter Gabriel), até sua carreira solo a partir dos anos 1980, assinando hits como “In the Air Tonight” e “Sussudio“. Ao longo de três décadas, ele venceu oito Grammys, seis Brit Awards, dois Globos de Ouro e um Oscar de Melhor Canção Original por Tarzan (1999).

Porém, desde 2007, quando sofreu uma lesão grave na coluna, o artista vem enfrentando subsequentes problemas de mobilidade. Não obstante, Colins também sofre de diabetes e teve um quadro quase fatal de pancreatite nos anos 2010, devido ao seu histórico de alcoolismo. Hoje, os 74 anos, o cantor vive sob cuidados médicos 24 horas por dia, e admite que sente grande frustração com seu estado de saúde.

Em entrevista com Zoe Ball no podcast Eras da BBC, que será lançado na próxima segunda, 26 de janeiro, Collins comentou sobre seus últimos “anos difíceis”. Em 2025, ele precisou ser hospitalizado para sua quinta cirurgia no joelho.

“Tenho uma enfermeira para garantir que eu tome meus medicamentos corretamente. Tive problemas com o joelho…”, lamenta (via NME). “Tudo o que podia dar errado comigo, deu errado”.

Agora, pelo menos, um de seus joelhos “funciona”, relata. “Consigo andar, embora com ajuda, sabe, muletas ou algo assim”.

Quando à sua luta contra o alcoolismo, Collins recentemente comemorou dois anos de sobriedade. “Foram alguns anos difíceis, interessantes e frustrantes… mas agora está tudo bem”, disse.

Nos shows de reunião do Genesis, em 2022, Colins se apresentou sentado em uma cadeira, enquanto seu filho, Nic, assumiu a bateria. “Gostei de terminar a turnê. Sair da estrada… pensei, certo, vou fazer todas aquelas coisas que não pude fazer antes.”

Agora, ele diz que gostaria de voltar ao estúdio e “dar uma mexida para ver se tem mais música”. “Você tem que começar a fazer para ver se consegue”, comenta.

A entrevistadora Zoe Ball escreveu, no Instagram, uma breve homenagem para o artista. “A música de Phil Collins está entrelaçada em nossas vidas; suas canções são como máquinas do tempo, repletas de emoção, drama e alegria. Sou fã desde que descobri o Genesis na adolescência, e o show deles em Wembley, em 1987, continua sendo uma das melhores noites da minha vida”, afirmou.

“Tive a sorte de conversar com o Phil algumas vezes ao longo dos anos, mas mergulhar em sua história extraordinária para o podcast Eras e sentar com ele novamente para uma conversa tão especial e íntima sobre música, família e tudo mais é um sonho realizado.”

+++ LEIA MAIS: A música que passou a levar mulheres para o show do Genesis

Com oito álbuns solo de estúdio que venderam 33.5 milhões de unidades certificadas nos Estados Unidas e aproximadamente 150 milhões de cópias no mundo, Collins se tornou dos artistas mais vendidos do mundo.

No documentário Phil Collins: Drummer First, lançado em 2024, você pode se aprofundar nos detalhes sobre sua carreira como baterista, desde sua paixão pelo instrumento até as limitações físicas que o forçaram a se afastar. O longa inclui depoimentos do músico, de seu filho, Nic, e de outras estrelas como Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e Eloy Casagrande (Sepultura).

Quando precisou se adaptar à impossibilidade de tocar bateria, Collins admitiu que preferia ficar longe do instrumento do que não tocar como antes. “Se eu não puder fazer o que fazia tão bem quanto antes, prefiro relaxar e não fazer nada”, disse.

“Se um dia eu acordar e conseguir segurar um par de baquetas, aí sim vou tentar. Mas sinto que já gastei todas as minhas milhas aéreas”, acrescentou. “Ainda estou assimilando… Passei a vida inteira tocando bateria. De repente, não poder mais fazer isso é um choque.” Assista o documentário completo no Youtube:

+++ LEIA MAIS: Indicados, quando acontece, onde assistir: Tudo sobre o Grammy 2026

Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, Gabriela é mineira e apaixonada por arte e cultura. Ela também já foi dançarina e seu principal hobbie é conhecer todos os cinemas de rua de SP. Foi estagiária no Jornal da USP e, na Rolling Stone Brasil, fala sobre música, filmes e séries.
TAGS: Genesis, Phil Collins