John Dolmayan (System of a Down) presta homenagem ao cachorro Orelha nas redes
Baterista utilizou seu perfil oficial para expressar indignação e luto pela morte do cão comunitário, torturado em Florianópolis
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
A trágica morte de Orelha, um cão comunitário de Praia Brava, em Florianópolis, rompeu as fronteiras de Santa Catarina e ganhou repercussão internacional. Nas redes sociais, John Dolmayan, baterista do System of a Down, juntou-se ao coro de vozes indignadas com o caso.
O músico prestou homenagem ao animal em seu perfil oficial no Instagram postando uma foto de Orelha e expressando seu choque com a brutalidade do caso. Ele deixou também um texto reflexivo sobre os agressores e como entende que eles deveriam ser punidos.
Leia o texto de John Dolmayan:
“Há muita raiva (justificada) direcionada aos autores deste crime horrível contra este cachorro amado. A raiva é compreensível. Eu aconselharia os pais desses adolescentes a fazerem com que seus filhos se redimam por seus erros, em vez de escondê-los internacionalmente. Meu conselho é ensiná-los a ter compaixão, tanto nas ações tomadas contra eles quanto na punição que receberem. A raiva é justificada, mas a maneira de punir alguém que não tem empatia deve ser ensinando-lhe empatia e respeito. Eles fizeram uma escolha horrível; ser homem significa se redimir por ela. O bem que eles podem fazer pode, de alguma forma, compensar o mal. Ninguém está além da redenção.”
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A morte de Orelha
Orelha era um cão cuidado por moradores e comerciantes de uma das regiões mais nobres da capital catarinense. Segundo as investigações da Polícia Civil (via g1), o animal foi agredido no dia 4 de janeiro com um objeto contundente.
Encontrado agonizando, ele foi levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade das lesões, precisou passar por eutanásia no dia seguinte.
Quatro adolescentes de Florianópolis foram identificados como os principais suspeitos dos maus-tratos que resultaram na morte de Orelha. Dois deles foram alvos de uma operação policial na última segunda-feira, 26, enquanto os outros dois estão atualmente em viagem aos Estados Unidos.
O grupo também é investigado por uma tentativa de afogamento de outro cão, conhecido como Caramelo, na mesma praia.
Três adultos ligados aos adolescentes — dois pais e um tio – foram indiciados (via g1). De acordo com a Delegacia de Proteção Animal, os familiares teriam coagido uma testemunha chave: um vigilante que pode ajudar na investigação. Ele teria uma foto referente ao crime e aos possíveis envolvidos.
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