PROTESTO

A forte declaração de Joan Jett sobre o ICE, lida em pleno show

Agentes do órgão de controle de imigração nos Estados Unidos foram responsáveis pelas mortes de Renee Good e Alex Pretti na cidade de Minneapolis

Pedro Hollanda (@phollanda21)

Joan Jett em 2023 (Foto: Kevin Mazur / Getty Images for Harley-Davidson)
Joan Jett em 2023 (Foto: Kevin Mazur / Getty Images for Harley-Davidson)

A classe artística dos Estados Unidos tem se manifestado em peso contra as ações do órgão de imigração ICE no país. Joan Jett foi o nome mais recente a dar sua opinião.

Durante uma performance na cidade de Wānaka, na Nova Zelândia, no último sábado, 31, a ícone punk aproveitou a oportunidade para ler uma declaração sobre os acontecimentos recentes no país. Em especial, as mortes de Renee Good e Alex Pretti nas mãos de agentes do ICE.

Ela afirmou (via Classic Rock):

“Muitos de nós aqui e nos EUA ficamos horrorizados diariamente com o que está acontecendo no meu país, América, à América, por esse regime governamental fajuto. Nós nos EUA não precisamos aceitar o que esta administração está fazendo em Minneapolis, St. Paul e outras cidades e vilas por toda a América do Norte. Para os nossos vizinhos – ao norte e ao sul, e, francamente, para o mundo inteiro –, nós não aceitamos isso. Não aceitamos a brutalidade, as mentiras, a perda de nossos prazeres mais simples. Então, ao longo do próximo ano, enquanto muitos de nós nos Estados Unidos estivemos e continuaremos trabalhando duro para mitigar e reduzir todo o dano causado, continuaremos nisso. A mudança vai acontecer. Sim, vai.”

Canção de protesto

Joan Jett se junta a nomes como Tom Morello, Neil Young, Olivia Rodrigo, Bad Bunny, Brandi Carlile, Lady Gaga e Bruce Springsteen na condenação aos atos cometidos em Minneapolis contra a população local. Springsteen até criou uma canção de protesto contra ICE chamada “Streets of Minneapolis”, lançada na última quarta-feira, 28.

Em declaração oficial, o cantor e compositor expressou seu processo e motivos para lançar a faixa:

“Escrevi essa música no sábado, gravei ontem e lancei para vocês hoje em resposta ao terror de Estado que está sendo imposto à cidade de Minneapolis. Ela é dedicada ao povo de Minneapolis, aos nossos vizinhos imigrantes inocentes e à memória de Alex Pretti e Renee Good. Permaneçam livres. Bruce Springsteen.”

Springsteen ainda teve a oportunidade de apresentar a canção ao vivo durante um concerto beneficente organizado por Tom Morello na última sexta-feira, 30, em Minneapolis. O músico contou ao público sobre uma conversa com o guitarrista do Rage Against the Machine na qual compartilhou o medo da letra ser panfletária demais. Segundo Bruce, o amigo respondeu (via Classic Rock):

“Ele me falou: ‘Bruce, nuance é algo incrível, mas às vezes você precisa chutar as pessoas na cara’.”

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Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como IgorMiranda.com.br, Scream & Yell e Rock'n'Beats.
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