ATRAÇÃO INTERNACIONAL

My Chemical Romance: setlist e o que esperar dos shows no Brasil

Essa será a primeira passagem do grupo americano pelo país desde 2008, quando veio para promover justamente o álbum que celebra 20 anos nesta turnê

Pedro Hollanda (@phollanda21)

Gerard Way, do My Chemical Romance, em 2022 (Foto: Allen J. Schaben / Los Angeles Times via Getty Images)
Gerard Way, do My Chemical Romance, em 2022 (Foto: Allen J. Schaben / Los Angeles Times via Getty Images)

Após 18 anos, o My Chemical Romance finalmente está de volta ao Brasil. O lendário grupo emo americano fará dois shows no Allianz Parque, em São Paulo, na próxima quinta, 5, e sexta-feira, 6.

Inicialmente, as produtoras 30e e Move Concerts haviam anunciado apenas uma performance no país, mas após os ingressos se esgotarem, divulgaram uma data extra. Ambas as apresentações terão abertura do The Hives. Entradas para a segunda data seguem disponíveis via Eventim.

O que esperar desses shows? A Rolling Stone Brasil preparou um guia com setlist, horários, análise, recepção crítica de apresentações anteriores e mais. Confira!

Horário dos shows

Os portões do Allianz Parque se abrem em ambas as datas às 16h. O show do The Hives começa às 19h30. My Chemical Romance sobe ao palco às 21h.

Crianças e adolescentes de 5 a 15 anos precisam estar acompanhados de pais ou responsáveis. Acima de 16 anos não há qualquer restrição. Isso se aplica aos três shows.

Momento do My Chemical Romance

Da última vez que esteve no Brasil, em 2008, o My Chemical Romance estava nos estágios finais da turnê do seu maior álbum até ali, The Black Parade (2006). Apropriadamente, o show trazido em 2026 é uma comemoração dos 20 anos deste trabalho.

A formação permanece bem semelhante à da apresentação anterior deles no país, com Gerard Way (vocais), Ray Toro (guitarra), Frank Iero (guitarra) e Mikey Way (baixo). A única diferença é na bateria. Bob Bryar, falecido em 2024, deixou a banda em 2010. A posição atualmente está a cargo de Jarrod Alexander.

A turnê de 20 anos de The Black Parade teve início em julho de 2025 e percorreu estádios nos Estados Unidos e Canadá até setembro. Após a virada do ano, o MCR veio explorar a América do Sul com shows no Peru, Chile, Argentina e, agora, Brasil.

O que esperar do show

O formato do show é ambicioso. A primeira metade da performance foca em The Black Parade, tocado na ordem do álbum original. Além disso, a banda faz uso de cenografia e atores para contar a narrativa do disco, passada no mundo fictício de Draag. Desde o começo da turnê, esses elementos tendem a variar de uma apresentação para a outra.

No Peru, palco do começo da turnê sul-americana, o MCR se apresentou num cenário semelhante a uma prisão ou um hospital psiquiátrico. Considerando as ações dos personagens durante o set, fãs especulam que a narrativa exibida no continente ocorre antes daquela encenada em 2025 na América do Norte.

Em países nos Estados Unidos e Canadá, a trama era mais focada nos aspectos políticos da sociedade de Draag, inspirada na União Soviética e distopias como o livro 1984, de George Orwell.

A principal mudança entre as duas é que o personagem The Clerk, responsável por matar a banda na turnê norte-americana, agora se apresenta como alguém amigo dos integrantes. Entretanto, ele é esfaqueado pelo vocalista Gerard Way no final da primeira parte do espetáculo — com direito ao frontman exibir as vísceras da sua vítima para a plateia.

Apesar de todos esses elementos cenográficos, a música é o elemento mais importante no show. Em resenha para o jornal chileno La Tercera, Daniel Cañete descreveu um ponto alto na primeira de duas apresentações em Santiago:

“Existem sons que podem levantar você da cadeira. Para um fã de My Chemical Romance é a nota Sol, já que é a que inicia ‘Welcome to the Black Parade’. O Estadio Bicentenario inteiro cantava a música em uníssono com Gerard Way. O vocalista interpretava a música de um púlpito com um som e uma performance comoventes.”

Quanto ao quesito musical de The Black Parade, algumas mudanças são naturais na tradução do estúdio para o palco. Isso se manifestou na forma da cantora Charlotte Kelso assumindo o papel que foi de Liza Minelli na canção “Mama”, sem falar como a banda incorporou introduções curiosas a certas canções do set.

“The Sharpest Lives” é precedida por um momento teatral descrito apenas como “The Eye”. O objeto na forma de um olho aparece no palco e quando os integrantes vão examiná-lo, este tira uma foto do público presente, que fica exibida no telão enquanto erguem o elemento até o alto do cenário, onde passa o resto da apresentação observando tudo.

“Sleep” por sua vez é introduzida por um instrumental inédito. Intitulada “The Big Sky”, a peça começou a aparecer no início da turnê, em julho de 2025.

A grande variação mesmo ocorre na segunda metade do show. Após tocar The Black Parade inteiro, o My Chemical Romance aborda o resto de sua discografia. Hits como “Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)”, “I’m Not Okay (I Promise)” e “Helena” têm sido figuras cativas no setlist do grupo na América do Sul, com o resto do repertório mudando bastante de cada apresentação para a outra.

Nesta segunda parte, o álbum Three Cheers for Sweet Revenge (2004) tem cedido o maior número de canções, seguido por Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys (2010). O disco de estreia, I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love (2002), aparece logo atrás, com compilações e B-sides compondo o resto do repertório.

Possível setlist do My Chemical Romance no Brasil

Veja, a seguir, o possível setlist a ser executado pelo My Chemical Romance em São Paulo. Lembrando sempre que podem haver variações além das listadas abaixo.

Primeira parte:
1. The End.
2. Dead!
3. This Is How I Disappear
4. The Sharpest Lives
5. Welcome to the Black Parade
6. I Don’t Love You
7. House of Wolves
8. Cancer
9. Mama
10. Sleep
11. Teenagers
12. Disenchanted
13. Famous Last Words
14. The End.
15. Blood (vídeo)
Segunda parte:
16. Possibilidades:
— It’s Not a Fashion Statement, It’s a Fucking Deathwish
— Bury Me in Black
— Thank You for the Venom
— Boy Division
17. Possibilidades:
— Heaven Help Us
— Our Lady of Sorrows
— Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)
— It’s Not a Fashion Statement, It’s a Fucking Deathwish
18. Possibilidades:
— I’m Not Okay (I Promise)
— Heaven Help Us
— Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)
— Give ‘Em Hell, Kid
— Destroya
19. Possibilidades:
— The Ghost of You
— Give ‘Em Hell, Kid
— I’m Not Okay (I Promise)
— Planetary (GO!)
— Summertime
20. Possibilidades:
— Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)
— The Ghost of You
— SING
— My Way Home Is Through You ou To the End
21. Possibilidades:
— Give ‘Em Hell, Kid
— Planetary (GO!)
— Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)
22. Possibilidades:
— Planetary (GO!)
— Vampires Will Never Hurt You
— The Foundations of Decay
— You Know What They Do to Guys Like Us in Prison
— Headfirst for Halos
23. Possibilidades:
— Boy Division
— Hang ‘Em High
— Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)
— I’m Not Okay (I Promise)
24. Possibilidades:
— Vampires Will Never Hurt You
— Boy Division
— Skylines and Turnstiles
— Helena
— Vampires Will Never Hurt You
25. Possibilidades:
— Helena
— The Kids From Yesterday

+++ LEIA MAIS: O vídeo postado pelo My Chemical Romance que tem deixado fãs curiosos
+++ LEIA MAIS: Veja setlist do My Chemical Romance em show que abriu turnê na América Latina
+++ LEIA MAIS: The Hives fala à RS sobre shows no Brasil, My Chemical Romance e Turbonegro

Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como IgorMiranda.com.br, Scream & Yell e Rock'n'Beats.
TAGS: Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, My Chemical Romance, Ray Toro