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A reação de A$AP Rocky sobre o apelido dado por Liam Gallagher há quase uma década

Rapper respondeu com bom humor a piada de 2017 em que vocalista do Oasis o chamou de “WhatsApp Ricky”

Kadu Soares (@soareskaa)

A$AP Rocky e Liam Gallagher,
Fotos: Ryan Jenkinson/Getty Images e Stephane Cardinale/Corbis via Getty Images

A$AP Rocky finalmente respondeu a Liam Gallagher por tê-lo chamado de “WhatsApp Ricky” em uma entrevista de quase 10 anos atrás. O ícone do Oasis soltou a piada pela primeira vez em 2017, quando conversou com a GQ sobre seu álbum solo As You Were (2017), que estava por vir na época, e falou sobre o gosto musical dos filhos. O comentário viralizou entre os fãs e se tornou piada recorrente, mas o rapper americano só agora decidiu abordar publicamente o apelido inusitado.

“Meus filhos amam grime music”, disse Liam na época, compartilhando que gostava particularmente de Stormzy e Skepta. “Eles também gostam daquele cara, WhatsApp Ricky. Sabe, o cara americano, estiloso, engraçado, dentes de ouro”, acrescentou. Quando o jornalista o corrigiu perguntando se ele queria dizer A$AP Rocky, Liam respondeu: “Ah sim, esse cara. WhatsApp Ricky. É um nome melhor de qualquer jeito”.

Quase 10 anos depois, A$AP Rocky finalmente comentou sobre o apelido em uma aparição recente no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, onde foi divulgar seu novo álbum Don’t Be Dumb (2026). Durante um quadro do talk show, ele e o apresentador precisavam identificar músicas a partir de trechos breves. Depois de acertar “Hey Ya!” do OutKast e “Bittersweet Symphony” do The Verve, Fallon relembrou quando a banda abriu para o Oasis nos shows monumentais da turnê de retorno Live ’25.

A menção ao Oasis deu a A$AP Rocky a chance de finalmente comentar sobre o apelido dado por Liam Gallagher anos atrás. A resposta completa não foi divulgada—o trecho a seguir foi apenas uma chamada para o programa. Porém, o tom leve sugere que o rapper levou a piada com bom humor. Confira:

Sobre Don’t Be Dumb (2026)

Don’t Be Dumb é o quarto álbum de estúdio do artista, com 17 faixas e quase uma hora de duração. Enquanto seu antecessor se perdia em experimentos desconexos, aqui Rocky mergulha em terrenos diversos com confiança — e talvez o título do projeto anterior coubesse melhor neste. A produção passeia entre trap distópico, punk rock, jazz e música eletrônica, sempre com coesão. Mas o verdadeiro diferencial está na capacidade rara de unir beats incríveis com letras que, na maioria das vezes, dizem algo. No cenário atual, rappers ou têm produção impecável com letras vazias, ou mensagens profundas sobre beats genéricos. Rocky é um dos poucos que entrega ambos simultaneamente — junto de Kendrick e J. Cole. É por isso que o álbum é exatamente a essência de Rocky: cinematográfico e irregular, mas sempre autêntico.

O álbum não é perfeito, mas é interessante e divertido. A irregularidade reflete quem Rocky é: um perfeccionista que prefere destruir e reconstruir mil vezes a entregar mediocridade. Assim como MUSIC (2025) foi para Playboi Carti — volta após hiato, álbuns muito aguardados, vários adiamentos, vazamentos, estética ousada e significativos na carreira —, Don’t Be Dumb representa um marco que justifica a espera. Oito anos transformaram quem ele é. Mas o importante é que ele voltou, e 2026 está apenas começando.

 

+++LEIA A CRÍTICA COMPLETA: ‘Don’t Be Dumb’ é a essência de A$AP Rocky: cinematográfico e irregular, mas sempre autêntico

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Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.
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