QUANTO VALE?

O curioso cachê de Bad Bunny para show no Super Bowl

Astro porto-riquenho será a grande atração da decisão no futebol americano, domingo, 8, entre Seattle Seahawks e New England Patriots

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Bad Bunny
Bad Bunny (Foto: Arturo Holmes/WireImage)

Bad Bunny será a grande atração do show de intervalo do Super Bowl — a partida final do principal campeonato de futebol americano promovido nos Estados Unidos — em 2026. Porém, seguindo uma tradição histórica da NFL, o astro porto-riquenho não receberá cachê pela apresentação.

Sim, é isso mesmo que você leu: não há cachê. Bad Bunny será mais um ícone da música que se apresentará no evento sem receber um centavo sequer — pelo menos diretamente da NFL.

Apesar de já ser um dos artistas mais bem pagos do mundo — com ganhos estimados pela Forbes em US$ 66 milhões em 2025 —, o cantor subirá ao palco da final do futebol americano em troca, basicamente, de exposição global.

Bad Bunny (Foto: John Shearer / Getty Images for The Recording Academy)

Cobrindo os custos de Bad Bunny

A prática de não pagar os artistas é uma norma de décadas da liga. A NFL cobre todos os custos de produção, incluindo cenografia, logística e efeitos especiais usados durante o show, mas não oferece cachê aos músicos.

O intervalo do Super Bowl é considerado uma das ferramentas de marketing mais poderosas da indústria do entretenimento. Com uma audiência que costuma ultrapassar os 100 milhões de espectadores, a performance de 12 a 15 minutos funciona como um comercial de luxo para a carreira dos artistas que se apresentam no evento.

Por que o Super Bowl não paga por shows

Além do retorno que oferece aos artistas, a administração da National Football League, liga esportiva responsável pelo Super Bowl, também não remunera as apresentações de intervalo devido a uma outra razão específica.

Não é só pelo destaque oferecido por um show desse porte ao artista ou banda contratado. A organização entende que nenhum espetáculo musical deve ser maior do que o principal: o jogo de futebol americano que ocorre naquele dia.

Dessa forma, o evento esportivo considera que aquele espaço deve ser usado pelos músicos de forma promocional, para divulgar novos projetos.

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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