Baby Keem anuncia álbum ‘Ca$ino’ para 20 de fevereiro junto de mini-documentário
Primeiro projeto solo desde “The Melodic Blue” (2021) chega acompanhado de mini-documentário sobre família e origens do rapper
Kadu Soares (@soareskaa)
Cinco anos de espera acabam em 10 dias. Baby Keem anunciou que Ca$ino, seu aguardado segundo álbum de estúdio, chega às plataformas de streaming em 20 de fevereiro de 2026. Revelação veio através das redes sociais do rapper californiano acompanhada de mini-documentário “Booman I | Ca$ino Documentary” no YouTube que oferece olhar intimista sobre processo criativo do artista e mergulha em histórias sobre família e ambiente que moldaram trajetória de Hykeem Carter — nome real de Keem.
View this post on Instagram
Tracklist de 12 faixas inclui colaboração esperada com primo Kendrick Lamar em “Good Flirts” (ao lado de Momo Boyd), veterano Too Short em “Sex Appeal” e cantor de R&B Che Ecru em “Tubi”. Projeto marca retorno de um dos nomes mais intrigantes do rap contemporâneo após hiato que deixou fãs especulando sobre futuro da carreira.
Anúncio gerou explosão imediata nas redes sociais, com fãs celebrando retorno de artista que conquistou Grammy de Melhor Performance de Rap por “Family Ties” com Kendrick Lamar em 2022.
Mini-documentário “Booman I | Ca$ino Documentary” compartilhado no YouTube adiciona camada contextual ao lançamento, oferecendo vislumbre raro do mundo pessoal de Baby Keem. Clipe explora dinâmicas familiares e ambiente que moldaram perspectiva do rapper, fornecendo pano de fundo para músicas que presumivelmente abordarão temas similares.
Lançamento de algum projeto do rapper já era esperado pelos fãs, desde que Baby Keem foi confirmado como headliner do Governors Ball 2026.
Das mixtapes underground ao Grammy em quatro anos
Trajetória de Baby Keem até Ca$ino começou em mixtapes underground que não estão disponíveis em plataformas de streaming mas construíram culto inicial. Oct (2017), No Name (2018) e Midnight (2018) ainda permanecem no SoundCloud do artista, e ajudaram Keem a criar sua estética experimental e produção idiossincrática.
Salto para mainstream começou com The Sound of Bad Habit (2018) e posteriormente, Die For My Bitch (2019), duas mixtapes que expandiram drasticamente audiência de Keem. Os projetos apresentaram produção polida mantendo experimentação que caracterizava trabalhos anteriores, com faixas como “Orange Soda” viralizando e colocando Keem no radar de fãs de rap que buscavam algo diferente. Sucesso levou diretamente a The Melodic Blue (2021), álbum de estreia que consolidou Baby Keem como artista de nível superior através de produção ambiciosa, features estratégicos (incluindo duas colaborações com seu primo Kendrick Lamar) e visão artística coesa que transcendia comparações inevitáveis com primo famoso. Grammy por “Family Ties” validou aposta.
Mas então, silêncio. Entre 2021 e 2026, Keem praticamente desapareceu além de aparição em “The Hillbillies” com Kendrick em 2023 e features esporádicos — sendo um deles, apenas um grito em “Like Him“, em Chromakopia (2024), de Tyler, the Creator. Ausência gerou teorias: estava aperfeiçoando som? Lidando com pressão pós-sucesso? Simplesmente vivendo vida após anos de trabalho intenso? Independentemente de razão, hiato de cinco anos é arriscado em era onde artistas bombardeiam streaming semanalmente para manter relevância. Ca$ino precisa justificar espera, provar que Baby Keem usou tempo sabiamente para criar obra que avança carreira em vez de repetir fórmula de The Melodic Blue.