AMOR > ÓDIO

Show de Bad Bunny no Super Bowl atrai 20 vezes mais audiência que alternativa de Kid Rock

Apresentação oficial registrou 128,2 milhões de espectadores contra 6,1 milhões do “All-American Halftime Show” da Turning Point USA

Kadu Soares (@soareskaa)

Bad Bunny e Kid Rock
Fotos: Getty Images

Números não mentem. Show de intervalo de Bad Bunny no Super Bowl LIX atraiu 128,2 milhões de espectadores entre 20h15 e 20h30 (horário do Leste dos EUA) no domingo, 8, segundo dados da Nielsen reportados pelo The Daily Beast. A cifra é aproximadamente 20 vezes maior que os 6,1 milhões de pessoas que assistiram ao “All-American Halftime Show” da Turning Point USA — evento alternativo pré-gravado com Kid Rock como atração principal, transmitido no YouTube durante o mesmo período.

O Super Bowl LIX tornou-se a segunda edição mais assistida da história, atrás apenas do show de intervalo de Kendrick Lamar em 2025, enquanto o segundo quarto do jogo alcançou pico de 137,8 milhões de americanos, maior audiência de pico da história dos EUA.

A Turning Point USA, organização conservadora liderada por Charlie Kirk, promoveu o “All-American Halftime Show” como contraponto direto a Bad Bunny, que havia sido alvo de críticas de figuras da direita americana, incluindo o presidente Donald Trump, por mensagens políticas pró-Porto Rico durante o show oficial. O evento alternativo prometia ser “evento patriótico único celebrando orgulhosamente cultura, liberdade e fé americanas”, com lineup que incluía cantores de country Brantley Gilbert, Lee Brice, Gabby Barrett e uma dupla clássica de cordas, todos artistas alinhados com valores conservadores. Porém, o show enfrentou problemas antes mesmo de ir ao ar, quando a organização anunciou que não conseguiria transmitir as performances no X devido a “restrições de licenciamento”.

O show foi pré-gravado em Atlanta, Geórgia, decisão que gerou a primeira onda de críticas, já que faltava a autenticidade de uma performance ao vivo que caracteriza os shows de intervalo oficiais do Super Bowl. A situação piorou quando espectadores acusaram Kid Rock de fazer playback durante a apresentação, alegação que o cantor de 55 anos negou veementemente em vídeo compartilhado nas redes sociais. “Minha performance de intervalo foi pré-gravada, mas performada ao vivo. Sem playback, como haters e fake news estão tentando reportar. Quando sincronizaram as câmeras com minha performance em ‘Bawitdaba’, não alinhou, como explico neste vídeo”, defendeu-se Kid Rock.

Rolling Stone Brasil — edição de colecionador Bad Bunny

O artista mais ouvido no Spotify e vencedor do álbum internacional do ano segundo a Rolling Stone Brasil, Bad Bunny, estreia nos palcos nacionais com a sua “Debí Tirar Más Fotos World Tour”. Criamos um dossiê sobre a carreira de Benito Antonio Martinez Ocasio, artista que aponta suas bandeiras para a unificação da América em música, atitude e vibe.

Nesta edição especial impressa, a lista das 50 melhores canções do porto-riquenho, análises de álbuns, do Halftime Show do Super Bowl e das apresentações em São Paulo.

“A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, nos ensina Bad Bunny. Garanta seu exemplar em LojaPerfil.com.br.

+++LEIA MAIS: Todos os símbolos e significados escondidos que você pode ter perdido no show do Super Bowl do Bad Bunny

+++LEIA MAIS: Bad Bunny revela que música central de ‘DeBÍ TiRAR MáS FOToS’ veio em sonho

Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.
TAGS: Bad Bunny, Kid Rock