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Bad Bunny: setlist, horário e o que esperar dos shows em São Paulo

Cantor porto-riquenho traz ao Brasil turnê histórica após conquistar Grammy de Álbum do Ano e protagonizar show do intervalo do Super Bowl com 128 milhões de espectadores

Kadu Soares (@soareskaa)

Bad Bunny
Foto: Thearon W. Henderson/Getty Images

Bad Bunny já desembarcou em São Paulo para duas apresentações históricas no Allianz Parque nos dias 20 e 21 de fevereiro. Pela primeira vez, o artista porto-riquenho traz ao Brasil a estrutura completa da DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour, turnê que percorreu a América Latina celebrando a identidade caribenha e consolidando Benito como a maior estrela da música latina atual.

Os portões do estádio abrem às 16h em ambos os dias, com o show principal previsto para começar às 20h30 — horário antecipado em 30 minutos pela produtora Live Nation para cumprir normas municipais de ruído e facilitar o retorno do público via transporte público. A duração estimada é de aproximadamente três horas, encerrando entre 23h e 23h30. A classificação etária é de 16 anos desacompanhados; jovens de 5 a 15 anos só podem entrar acompanhados de pais ou responsáveis legais.

O momento não poderia ser mais triunfal para Bad Bunny. Em fevereiro de 2026, tornou-se o primeiro artista latino a vencer o Grammy de Álbum do Ano com Debí Tirar Más Fotos (2025), quebrando uma barreira histórica que excluía música em espanhol da principal categoria da premiação por décadas. Uma semana depois, entregou uma performance no intervalo do Super Bowl LIX que gerou 128,2 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos. A apresentação foi uma declaração política ousada sobre Porto Rico, gentrificação e resistência cultural disfarçada de celebração de reggaeton, bomba e plena que fez a América inteira dançar enquanto Benito educava sobre as realidades da ilha. O sucesso do álbum impulsionou o consumo do artista no Brasil em 426% após o Super Bowl, tornando-o um dos nomes mais populares do mundo. Aos 31 anos, é o primeiro artista latino a ultrapassar 110 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

Debí Tirar Más Fotos é o álbum mais pessoal e politicamente engajado de Bad Bunny, abandonando o trap e reggaeton comercial em favor de sonoridades tradicionais porto-riquenhas como salsa, plena e mambo. O título reflete o arrependimento de não documentar momentos preciosos antes que desapareçam, funcionando como carta de amor e lamento por Porto Rico que está sendo perdido através de gentrificação, privatização de praias, apagões elétricos constantes e colonialismo americano. Músicas como “Turista“, “Lo Que Le Pasó a Hawaii” e “El Apagón” criticam diretamente esses problemas sociais, transformando questões políticas em metáforas de relacionamento e infraestrutura.

Shows em São Paulo prometem trazer experiência completa da turnê com todos os elementos cenográficos que Bad Bunny desenvolveu para celebrar Porto Rico visualmente: estrutura de duas etapas inclui palco principal e “La Casita”, réplica de casa típica porto-riquenha no meio da plateia onde Benito performa bloco de hits cercado pelo público. Transição entre palcos é feita através de passarela elevada que atravessa a arena, permitindo que o artista interaja de perto com fãs. Produção visual inclui painéis LED massivos exibindo imagens de Porto Rico — praias, montanhas, comunidades, rostos de porto-riquenhos reais —, além de momentos onde bandeiras de diferentes países latinos são hasteadas enquanto Benito nomeia cada nação, criando celebração pan-latina que vai muito além de Porto Rico.

Possível setlist do show de Bad Bunny no Allianz Parque, em São Paulo

Estrutura do show é conceitual e dividida em três atos distintos que narram jornada emocional e geográfica através de Porto Rico e diáspora latina. Setlist utiliza Debí Tirar Más Fotos como ponto de partida temático, mas inclui sucessos de álbuns anteriores:

Ato 1: Palco Principal

  • “La Mudanza”
  • “Callaíta”
  • “Pitorro de Coco”
  • “Weltita”
  • “Turista”
  • “Baile Inolvidable”
  • “Nuevayol”

Ato 2: La Casita

  • “Veldá”
  • “Tití Me Pregunto”
  • “Neverita”
  • “Si Veo a Tu Mamá”
  • “Voy a Llevarte Pa PR”
  • “Me Porto Bonito”
  • “No Me Conoce”
  • “Bichiyal”
  • “Yo Perreo Sola”
  • “Efecto”
  • “Safaera”
  • “Diles”
  • “Monaco”
  • “Una Vez”
  • “Café Con Ron”

Ato 3: Palco Principal

  • “Ojitos Lindos”
  • “La Canción”
  • “Kloufrens”
  • “Loca”
  • “Con Otra”
  • “Dákiti”
  • “El Apagón”
  • “DTMF”
  • “EOO”

Como foi em outros países?

DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour começou em Porto Rico em novembro de 2025 com cinco shows esgotados no Coliseo de Puerto Rico, onde Bad Bunny performou para mais de 90 mil compatriotas em atmosfera carregada emocionalmente. Turnê passou por República Dominicana, Colômbia, Argentina e Chile antes de chegar ao Brasil, com Bad Bunny adaptando elementos visuais em cada país — em Buenos Aires, projetou imagens de Maradona e Eva Perón nos telões; em Bogotá, samples de cumbia colombiana foram adicionados a algumas faixas. Crítica internacional tem sido unânime: Rolling Stone EUA chamou o show de “celebração mais importante da latinidade na música pop atual”, enquanto The Guardian britânico destacou “coragem política rara em artista de escala tão massiva”.

Elemento mais comentado da turnê é “La Casita”, estrutura no meio da arena que replica casa porto-riquenha típica completa com telhado de zinco, varanda de madeira e decorações tradicionais. Durante o Ato 2, Bad Bunny desce do palco principal através de passarela elevada e performa 15 músicas cercado por fãs a poucos metros de distância, criando intimidade impossível em show de estádio tradicional.

Produção técnica é outra razão pela qual o show tem gerado reações entusiastas. Painéis LED cobrem literalmente cada centímetro do palco principal exibindo videografia customizada para cada música: durante “El Apagón”, a tela fica completamente preta simulando apagão elétrico antes de explodir em imagens de trabalhadores porto-riquenhos consertando postes; em “Turista”, vídeos de praias paradisíacas de Porto Rico são intercalados com imagens de gentrificação e construção de resorts de luxo. Clímax visual acontece em “DtMF” quando milhares de fotos enviadas por fãs através de campanha nas redes sociais aparecem nos telões, transformando a arena inteira em álbum de fotos coletivo. Em São Paulo, a expectativa é que Bad Bunny adicione elementos paulistanos à produção.

Rolling Stone Brasil — edição de colecionador Bad Bunny

O artista mais ouvido no Spotify e vencedor do álbum internacional do ano segundo a Rolling Stone Brasil, Bad Bunny, estreia nos palcos nacionais com a sua “Debí Tirar Más Fotos World Tour”. Criamos um dossiê sobre a carreira de Benito Antonio Martinez Ocasio, artista que aponta suas bandeiras para a unificação da América em música, atitude e vibe.

Nesta edição especial impressa, a lista das 50 melhores canções do porto-riquenho, entrevista exclusiva histórica, análises do Halftime Show do Super Bowl e das apresentações em São Paulo.

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Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.
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