INFLUÊNCIA

A banda de rock que inspirou Harry Styles a retomar turnês

Cantor teve experiência no meio da plateia na qual presenciou o senso de comunhão e catarse dos fãs, o que serviu de motivação para voltar aos palcos

Pedro Hollanda (@phollanda21)

Harry Styles - Foto: Dave J Hogan/Getty Images
Harry Styles - Foto: Dave J Hogan/Getty Images

Harry Styles está perto de retornar aos palcos. O cantor britânico começa nesta sexta-feira, 6, sua turnê Together, Together, após quase três anos afastado da estrada. Ele credita a influência de certa banda conterrânea pela inspiração de voltar.

Em entrevista ao programa de Zane Lowe na Apple Music (via NME), o ex-integrante do One Direction explicou que a experiência de ver o Radiohead durante uma residência do grupo em Berlim em 2025 lhe marcou intensamente. Ele, que lança nesta sexta-feira, 6, o álbum Kiss All The Time. Disco, Occasionally., declarou:

“Eu me senti tão parte da plateia.”

Styles afirmou que teve uma epifania durante a apresentação. Ele percebeu que o estado de espírito coletivo da plateia naquele momento era sua motivação para subir no palco:

“Estava assistindo, sentindo tudo acontecendo à minha volta na multidão. Pessoas pegando coisas pros outros e trazendo outras coisas pros outros. Esse senso de estranhos tomando conta uns dos outros e massageando seus ombros em momentos emocionantes ou olhando nos olhos de um estranho enquanto gritam um refrão. Eu percebi ali que estou lá para pessoas terem acesso a isso. Eu sou a trilha sonora disso.”

Além do Radiohead, Styles creditou no passado o LCD Soundsystem como influência forte nas canções de Kiss All The Time. Disco, Occasionally. Em entrevista à BBC Radio 1 (via NME), o cantor apontou que a alegria demonstrada pela banda americana no palco lhe fez procurar um novo caminho musical.

A turnê Together, Together passa pelo Brasil em julho. Foram anunciados ao todo quatro apresentações: dias 17, 18, 21 e 24, todas no MorumBIS. Ingressos estão disponíveis via Ticketmaster.

O novo álbum de Harry Styles

Em sua resenha para a Rolling Stone EUA, Joe Levy apontou que Kiss All The Time. Disco, Occasionally. constantemente subverte o que se espera de um disco de popstar, especialmente do calibre de Harry Styles. No entanto, o autor vê isso como parte da graça:

Kiss All the Time. Disco, Occasionally. é mais sensorial, menos focado no estrelato do que a música que eles fizeram antes. A voz de Styles às vezes fica em segundo plano nas faixas, filtrada ou submersa na mixagem. E embora haja (muitos) refrões chiclete, alguns deles também ficam em segundo plano em relação às batidas, grooves, movimentos e vibrações — que são sujas de maneira tanto sonora quanto erótica. São canções mais voltadas para o ser do que para o significado, para a experiência do que para o ego.”

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Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como IgorMiranda.com.br, Scream & Yell e Rock'n'Beats.
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