A história do Red Hot Chili Peppers com Hillel Slovak
Trajetória do músico é contada no documentário ‘The Rise of the Red Hot Chili Peppers: Our Brother, Hillel’, que acaba de chegar à Netflix
Redação
O que veio a ser o Red Hot Chili Peppers começou no final de 1982 sob o nome Tony Flow and the Miraculously Majestic Masters of Mayhem. Formado pelos colegas de escola Anthony Kiedis (vocais), Hillel Slovak (guitarra), Flea (baixo) e Jack Irons (bateria), o grupo logo mudou para sua alcunha mais conhecida e criou uma fama para si na cidade de Los Angeles.
Não demorou para gravadoras se interessarem. Um contrato de sete álbuns foi assinado em novembro de 1983.
Apesar da estreia, The Red Hot Chili Peppers (1984), ter vendido 300 mil cópias nos Estados Unidos e colocado a banda na MTV, os primórdios foram marcados por mudanças constantes na formação e problemas com drogas. Slovak havia deixado o grupo antes de assinar com uma gravadora e só retornou após a turnê do primeiro disco.
Hillel teve importância fundamental na vida de seus colegas. Chegou ao ponto de apresentar mais rock para Flea, que até então acumulava um background no jazz. À Rolling Stone EUA, em 1994, o baixista contou:
“Eu gostava de Dizzy Gillespie e Louis Armstrong porque queria ser trompetista. Ouvia rock, mas achava estúpido. Obviamente, eu não ouvia música maneira. Mas quando conheci Hillel, ele começou a me mostrar muito rock, e eu me interessei por Led Zeppelin e Jimi Hendrix. E para o rock, os anos 1960 foram, sem dúvida, a época mais inovadora e expressiva. Para mim, a melhor coisa que aconteceu depois disso foi o punk rock. Não dá para ser um músico de rock relevante hoje em dia sem conhecer e entender o punk rock.”
Tanto Hillel quanto Anthony Kiedis eram viciados em heroína, porém o vocalista apresentava uma preocupação maior à banda e aos empresários por ser mais aberto quanto ao seu uso. Enquanto isso, o guitarrista se drogava em segredo — até integrantes da equipe perceberem algo errado.
Após algumas tentativas de ficar sóbrio, Slovak infelizmente sofreu uma overdose e faleceu no dia 25 de junho de 1988. Ele tinha apenas 26 anos.
O corpo do músico foi encontrado caído sobre uma pintura em que estava trabalhando no momento de sua morte, com um cigarro aceso que havia queimado um buraco na tela. A autópsia revelou que Slovak havia falecido em seu apartamento em Hollywood em 25 de junho, mas seu corpo só foi descoberto dois dias depois.
Kiedis chegou a fugir da cidade e não foi ao funeral, pois estava chocado. No entanto, continuou com seu vício. Só recorreu a uma clínica de reabilitação e se livrou do vício após ter ido ao túmulo do amigo. A saída de Jack Irons do grupo ocorreu justamente pelo trauma pela perda do guitarrista. As vagas de Slovak e Irons foram ocupadas respectivamente por John Frusciante e Chad Smith.
A história do músico é contada no documentário The Rise of the Red Hot Chili Peppers: Our Brother, Hillel. O filme está disponível na Netflix.
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