Steven Spielberg, que quase dirigiu ‘Interestelar’, elogia Christopher Nolan: ‘Ficou melhor com ele’
Diretor revela que trabalhou por um ano no projeto antes de sair, abrindo caminho para Christopher Nolan
Angelo Cordeiro (@angelocordeirosilva)
Steven Spielberg (Jurassic Park) revelou que esteve diretamente envolvido no desenvolvimento de Interestelar por cerca de um ano antes de abandonar o projeto, que acabou sendo dirigido por Christopher Nolan (Oppenheimer). Em entrevista à revista Empire, o cineasta contou que chegou a se aprofundar intensamente na proposta científica do filme.
“Eu fiquei envolvido com Interestelar por um ano… e fiquei fascinado”, disse Spielberg. Durante esse período, ele frequentou o Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, onde conversou com cientistas e engenheiros aeroespaciais para desenvolver melhor a base científica da história.
O projeto, que nasceu das ideias da produtora Lynda Obst e do físico Kip Thorne, chegou a ter os primeiros roteiros escritos por Jonathan Nolan, irmão de Christopher. Spielberg, no entanto, decidiu não seguir adiante.
Segundo o diretor, a transição para Nolan aconteceu rapidamente. “O Jonathan me disse: ‘Se você não fizer esse filme, sei quem vai pegar. Meu irmão já está interessado’. E foi exatamente isso que aconteceu”, relembrou. “Interestelar ficou muito melhor nas mãos do Chris do que ficaria nas minhas.”
Lançado em 2014, o filme acompanha um piloto da NASA interpretado por Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas) em uma missão espacial para salvar a humanidade. O elenco ainda inclui nomes como Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada), Jessica Chastain (Histórias Cruzadas), Michael Caine (Batman Begins) e Timothée Chalamet (Marty Supreme). A produção arrecadou mais de US$ 680 milhões mundialmente e venceu o Oscar de melhores efeitos visuais.
Anos depois, Nolan comentou a origem do projeto em uma conversa com Chalamet, destacando que o filme passou por várias versões antes de ganhar forma definitiva. Segundo ele, o interesse surgiu a partir do roteiro inicial de seu irmão, que já trazia elementos emocionais fortes — algo que o diretor quis preservar.
Apesar de críticas divididas na época do lançamento, especialmente sobre o tom sentimental da narrativa, Nolan defendeu essa abordagem. “Diziam que eu era um diretor frio, mas esse é um filme sobre família, humanidade. Era isso que eu queria explorar”, afirmou.
Fonte: Variety
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