Rita Lee fala sobre os dois álbuns que pretende lançar ainda em 2011
Por Patricia Colombo Publicado em 12/08/2011, às 15h15 - Atualizado em 07/11/2011, às 13h21
Longe das prateleiras de inéditas desde 2003, quando mandou Balacobaco às lojas, Rita Lee decidiu soltar a voz na elaboração de dois discos de uma vez: um dedicado a versões bossa-nova para canções do cinema (intitulado Bossa 'n' Movies) e outro autoral, com um pé na Tropicália (o título ainda será definido, mas as opções são Macumbinha e Zzyzx). As gravações tiveram início no começo do ano, no estúdio caseiro de Rita, na Granja Viana, em São Paulo - experiência caracterizada por ela como "uma delícia". Na "garajona velha e cheia de graxa", os dois trabalhos seguem em processo de elaboração, com previsão de lançamento para este semestre.
Como surgiu a ideia do Bossa 'n' Movies?
Essa coisa do "bossa and..." dá muito pano pra manga. E eu gosto mais de cinema do que de música. É algo difícil de garimpar, mas estamos conseguindo. Paramos o Bossa 'n' Movies para fazer o de inéditas, mas, entre as músicas, temos versões para "Nel Blu Dipinto di Blu (Volare)", "As Time Goes By" e "Hi Lily, Hi Lo".
O último álbum em estúdio foi Balacobaco, de 2003. Sentia falta de gravar?
Não, estava numa preguiça... Mas, de repente, bateu aquela coisa e o Bossa 'n' Movies nos puxou. Mas nunca deixamos de compor nestes anos todos.
Você tem duas opções de nome para o novo disco autoral: Macumbinha ou Zzyzx. Por quê?
Zzyzx é uma estrada no deserto de Mojave que existe, mas que aparece e desaparece. E eu adorei esse nome porque é forte e não tem nenhuma vogal, me encantei pelo som e pela história. Mas eu acho que esse disco tem um quê de Tropicalismo, então tem mais a cara de Macumbinha. Mas ainda não decidi.
"Pistis Sophia" saiu na coletânea sobre a Tropicália, Red Hot + Rio 2. As canções de Macumbinha (ou Zzyzx) seguirão esse estilo?
Em termos de ousadia e loucura, acredito que sim. Essa versão de "Pistis Sophia" que está rolando [na internet, na época da entrevista] não está mixada. Então, a que entrará no álbum é mais diferente.
O disco conta com a produção de Apollo Nove, correto?
Sim, tivemos a colaboração dele, que é uma pessoa muito sem ego de produtor. Já fui a reuniões com produtores e eles tinham o disco da Björk como referência. E o Apollo não é assim, é o contrário. Entra na brincadeira, dá palpites ótimos, se você não aceitar, tranquilo.
Acha que esse trabalho será um resgate das suas origens musicais?
Usamos instrumentos antigos que estavam empoeirados - o minimoog, que eu tenho desde os tempos de Mutantes, harpa, bateria korg. Apollo adora vintage e ele foi responsável por buscarmos isso. Mas, na verdade, não acho [um resgate às origens]. A máquina do tempo dele é para a frente. Posso ter brincado com o tropicalismo e com a instrumentária, mas este disco será bem diferente. Mais tosquinho, no sentido de não ser certinho.
Tem algum convidado?
Temos o Iggor Cavalera, [ex-] baterista do Sepultura, o Sérgio Carvalho e João Parahyba, do Trio Mocotó.
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