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Kedrinck Lamar revela qual é o rapper que mais o agrada atualmente

Declaração foi dada durante sabatina no Twitter

Redação Publicado em 19/04/2015, às 11h07 - Atualizado em 22/04/2015, às 17h25

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Kendrick Lamar. - Arthur Mola/AP
Kendrick Lamar. - Arthur Mola/AP

Kendrick Lamar classificou Earl Sweatshirt, do coletivo Odd Future, como o rapper favorito dele no momento. A declaração foi dada durante a ação Twitter Q&A (algo como Twitter Pergunta & Resposta), na qual os fãs fizeram questionamentos sobre o rapper.

Análise: Kendrick Lamar rompe a mesmice do rap norte-americano com o inovador To Pimp A Butterfly.

Além de ressaltar Sweatshirt, Lamar declarou que “For Free? (Interlude)” é a canção favorita dele em To Pimp a Butterfly e que Lil Wayne é “um dos artistas mais influente da atual geração”.

Galeria: as dez maiores brigas da história do rap.

Além da simpática aparição no Twitter, Lamar divulgou um remix de “All Day”, de Kanye West. A música, originalmente, conta com versos de Theophilus London. Ouça:

Mais sobre To Pimp A Butterfly

A aparição antecipada nos serviços de música online foi a única surpresa do álbum. Era sabido que To Pimp A Butterfly não seria uma continuação de Good Kid M.A.A.D City, lançado em 2012. A teoria se confirmou e o rapper de Compton surge com um material completamente diferente da discografia dele.

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A produção executiva de Anthony Tiffith e Dr. Dre originou um trabalho que carrega a sonoridade de nomes como Flying Lotus (“Wesley’s Theory”) e Thundercat (“These Walls”), no entanto – e talvez aí esteja o grande mérito de To Pimp A Butterfly - o disco não poderia ser de nenhum outro artista que não Kendrick Lamar.

A solidez de Good Kid M.A.A.D City certamente colocou interrogações na mente de todos os fãs do rapper: o que vem a seguir? O nível será mantido? Felizmente, a resposta é afirmativa em ambos os casos. To Pimp A Butterfly provou tanto a capacidade criativa de Lamar quanto a manutenção de uma voz ímpar, de rimas extremamente pessoais e complexas.

Discos internacionais aguardados que serão lançados em 2015.

Outro ponto forte do disco é a discussão a respeito de questões raciais nos Estados Unidos. O caráter político das letras de Lamar não são novidade, pois desde Section.80, álbum de estreia do cantor, a violência policial é pauta. No entanto, o tom sobe em To Pimp A Butterfly, da desafiadora “The Blacker The Berry” até a sóbria “Mortal Man”, os versos do músico deixam clara a postura dele em relação aos abusos institucionais norte-americanos.

A capa do álbum, divulgada na última semana, complementa o conteúdo do registro: a voz de Compton deve ser ouvida, nem que ela tenha de invadir a Casa Branca.

"Don't all dogs go to heaven? Don't Gangsta's boogie? Do owl shit stank? Lions, Tigers & Bears. But TO PIMP A BUTTERFLY. Its the American dream nigga...." - lil Homie.

Uma foto publicada por Kendrick Lamar (@kendricklamar) em

Ouça To Pimp A Butterfly na íntegra: