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Documentário investiga a misteriosa morte de um dos homens mais ricos do mundo

‘Assassinato em Mônaco’ busca desvendar os mistérios por trás da morte do banqueiro Edmond Safra, em 1999

Henrique Nascimento (@hc_nascimento)

Documentário investiga o misterioso assassinato de Edmond Safra, um dos homens mais ricos do mundo (Foto: Divulgação/Netflix)

Recém-lançado nas plataformas digitais brasileiras, Assassinato em Mônaco explora os mistérios envolvendo a morte do banqueiro libanês Edmond Safra, vítima de um incêndio criminoso em 1999. No estilo Whodunnit? (ou “Quem matou?”), o documentário elenca suspeitos e o que poderia ter motivado o assassinato de um dos homens mais ricos do mundo. Saiba mais sobre a novidade a seguir:

Quem era Edmond Safra e o que aconteceu com ele?

Nascido em Beirute, no Líbano, Edmond Safra era naturalizado brasileiro e, tanto aqui quanto no resto do mundo, foi responsável por dar continuidade ao império bancário da família. O sucesso financeiro, no entanto, acabou servindo para custear uma obsessão com a própria segurança que, afinal, não evitou o seu destino trágico.

Assassinato em Mônaco revela que, mesmo com uma equipe de guarda-costas e funcionários selecionados a dedo por profissionais, dois homens armados e encapuzados teriam entrado na cobertura do banqueiro, em Mônaco, e iniciado um incêndio, indo embora em seguida, sem roubar nada, o que indicava uma clara tentativa de matar Safra.

Junto com a enfermeira responsável por seus cuidados, Vivian Torrente, de plantão naquele dia 3 de dezembro de 1999, o banqueiro se refugiou em um “quarto do pânico” instalado na luxuosa residência, mas não sobreviveu ao ataque. Aos 67 anos, foi encontrado morto, sufocado pela fumaça do incêndio, em circunstâncias estranhas: estava sentado em uma poltrona, com a enfermeira deitada aos seus pés, também morta.

Assassinato em Mônaco investiga possíveis responsáveis pelo crime

Além de dissecar o crime, Assassinato em Mônaco também investiga possíveis suspeitos, motivações e erros das autoridades, que poderiam ter atrapalhado a resolução do caso. Com a ajuda de investigadores, peritos e jornalistas que cobriram o caso, o documentário sugere, primeiramente, que o banqueiro teria sido vítima da máfia russa, após Safra perder quase um bilhão de dólares em negócios envolvendo a organização criminosa.

No entanto, o filme também investiga outros suspeitos, como Ted Maher, enfermeiro e ex-integrante das Forças Especiais do Exército americano, que também atuava como cuidador de Safra na madrugada do incêndio e foi encontrando sangrando, afirmando que teria sofrido golpes de faca durante uma luta com os invasores.

Uma terceira suspeita seria a brasileira Lily Safra, viúva do banqueiro, que estava na cobertura no dia do incêndio, conseguiu escapar logo no início e, após a morte do marido, herdou toda a sua fortuna. As investigações apontavam a socialite, morta em 2022, como a mandante do crime.

Onde assistir a Assassinato em Mônaco?

Primeiro longa dirigido por Hodges Usry e com cenas rodadas no Rio de Janeiro, para onde a repórter investigativa Isabel Vincent, do The New York Post, chegou a se mudar para investigar o caso, Assassinato em Mônaco está disponível no catálogo da Netflix. Assista ao trailer da novidade a seguir:

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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas, em São Paulo, Henrique Nascimento começou como estagiário na Veja São Paulo e passou por veículos como SBT, Exitoína, Yahoo! Brasil e UOL antes de se tornar coordenador do núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo.
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