Bruno Gagliasso sobre vilão em ‘Corrida dos Bichos’: ‘Já viu algum poderoso satisfeito?’
Novo longa do Prime Video, que já está disponível na plataforma de streaming, transforma o Jogo do Bicho em uma corrida por sobrevivência em um Rio de Janeiro distópico
Henrique Nascimento (@hc_nascimento)
Em Corrida dos Bichos, que estreia nesta sexta-feira, 7 de agosto, no Prime Video, um elenco estelar divide a tela para contar a história de um Rio de Janeiro distópico, em que, após uma grande catástrofe, o ilegal, mas popular Jogo do Bicho foi transformado em uma corrida por sobrevivência para uns e uma diversão para outros.
Na história, criada por Ernesto Solis (O Último Animal), que também codirige o filme junto com Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e Rodrigo Pesavento (Pico da Neblina), magnatas, que recebem a alcunha de Jogadores, controlam pessoas de classes baixas, os Bichos, em busca de reconhecimento, poder e, é claro, dinheiro.
Neste cenário está o exímio e ambicioso jogador Leon, personagem de Bruno Gagliasso (Impuros). Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o ator avalia a sede de poder de seu personagem, que parece insaciável: “Você já viu algum poderoso satisfeito? Não tem. É só a gente estudar qualquer homem de poder. É só ver os presidentes aí, o que estão fazendo, cada vez mais. O negócio dele é poder”, afirma.
“E, sobre o coração endurecido, não é que ele não ame, é que ele enxerga o amor de uma maneira completamente diferente”, explica. “Para ele, amor é posse. Ele é um cara que não sabe o que é limite. Principalmente porque ele já vive nessa sociedade em que, para sobreviver, ele teve que ser assim. Então, ele enxerga a vida como um jogo e as peças são peças de tabuleiro.”
Porém, esse sentimento de posse é ameaçado pela decisão da esposa de Leon, Nadine, vivida por Isis Valverde (O Canto da Sereia), de se tornar uma Jogadora: “Quando um cara desses já está no topo, ele quer mais. Mas qual será a reação dele quando perde alguma coisa? A gente vê isso no filme, porque ele percebe que a Nadine está encantada por uma outra pessoa. E não é ciúme, é falta de controle”, justifica.