DOCUMENTÁRIO

Continuação de Leaving Neverland, sobre Michael Jackson, ganha data de estreia

Documentário de 2019 trata de algumas das acusações de abuso sexual contra Michael Jackson

Redação

Publicado em 21/02/2025, às 10h58
Leaving Neverland (Foto: Reprodução)
Leaving Neverland (Foto: Reprodução)

A continuação de Leaving Neverland (2019), documentário da HBO sobre Michael Jackson, será lançada no Reino Unido em 18 de março deste ano, com o subtítulo Surviving Michael Jackson, informou a Variety

A nova produção contará com os relatos de Wade Robson e James Safechuck, que afirmam terem sido vítimas de abuso sexual de Jackson. O artista negou as acusações, assim como seu espólio.

Dessa vez, a HBO não estará envolvida no projeto. A empresa perdeu processo contra o espólio de Jackson em 2019. A família do músico alegou que o documentário violou uma cláusula de não depreciação de 27 anos de um filme-concerto de 1992 para a Dangerous World Tour.

Conforme a sinopse divulgada pela distribuidora Sphere Abacus, a sequência — dirigida por Dan Reed — tratará da "dificuldade e das reviravoltas da jornada" de Robson e Safechuck em busca de resoluções para seus casos. 

Uma terceira parcela do documentário, que cobrirá o julgamento de Robson e Safechuck contra o espólio de Michael Jackson em 2026, ainda deve ganhar data de estreia. 

Em 2005, Jackson foi declarado inocente das acusações de abuso sexual. Robson testemunhou a favor do cantor na ocasião, mas argumentou que foi molestado pelo astro em denúncias feitas anos depois, já na vida adulta.

Impacto em cinebiografia

A data de estreia da cinebiografia de Michael Jackson, intitulada como Michael, será adiada porque o terceiro ato do filme precisará ser inteiramente regravado, disse o site de notícias Puck (via NME).

Segundo o Puck, as mudanças aconteceram devido à forma como o caso de Jordan Chandler foi retratado. Em 1993, Evan Chandler, pai de Jordan, acusou Michael Jackson de abusar sexualmente o filho que tinha, à época, 13 anos. O caso foi encerrado após as duas partes entrarem em acordo no ano seguinte à denúncia. 

Matthew Belloni, co-fundador do Puck, afirmou que o terceiro ato do filme "depende especificamente do impacto do circo em torno de Chandler". 

"No roteiro que li — que me disseram estar próximo da versão final, embora essas coisas sejam frequentemente revisadas — uma sequência tensa envolve Branca (Miles Teller), Johnnie Cochran (Derek Luke) e outros advogados de Jackson discutindo se devem pagar Chandler e sua família", disse.

Ele continuou: "Em um momento, os advogados reproduzem a infame gravação, apresentada no tribunal, em que o pai de Jordan ameaça usar as acusações de seu filho para 'destruir' sua ex-esposa e a carreira de Jackson".

"As cenas seguintes dramatizam a extensa investigação policial, incluindo uma busca corporal 'traumatizante' de Michael, que o marca para o resto da vida", adicionou.

Belloni ainda afirmou que os herdeiros de Jackson assinaram acordo que proíbe a dramatização do caso. Desse modo, portanto, muito do que foi gravado para o filme se tornou "inútil".

Agora, segundo Belloni, as refilmagens dependem da aprovação da Universal. Ele disse, porém, que as fontes estão "confiantes" e "esperançosas".