A importante reflexão de Gabriel Leone sobre sucesso e impacto de ‘O Agente Secreto’
Ator vê sucesso nacional e internacional do longa-metragem como sinal de retomada: ‘não acho que a gente precise da validação estrangeira, mas se é isso que está fazendo a gente se reerguer…’
Pedro Hollanda (@phollanda21)
Wagner Moura era o protagonista, mas no seu encalço em O Agente Secreto (2025) estava o personagem de Gabriel Leone. O ator interpretou o matador Bobbi, um papel que continua sua onda de sucessos nas telas.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil — com íntegra a ser publicada em breve —, Leone revelou como foi abordado para participar do longa-metragem indicado a quatro prêmios Oscar, inclusive Melhor Filme. O convite veio do diretor Kleber Mendonça Filho, de quem o ator era muito fã.
A admiração era tamanho que Gabriel conhecia até obras do começo da carreira do cineasta. Ele explicou:
“Kleber é um dos diretores que eu mais admiro, desde os curtas-metragens que ele fez. Sempre tive vontade de trabalhar com ele, então fiquei muito feliz por um convite. Quando li o roteiro fiquei mais feliz ainda, porque é um roteiro espetacular, e é muito o que está ali no filme.”
Apesar disso, o artista não queria criar muitas expectativas. A mentalidade era se concentrar no trabalho e deixar este falar por si. Entretanto, logo percebeu fazer parte de algo especial:
“A sensação era de que seria um grande filme, virou um grande filme, e merecidamente está tendo toda a repercussão. Tenho falado muito isso, quando as pessoas me perguntaram com relação ao Globo de Ouro, e agora com a indicação do Oscar, eu fico muito feliz.”
Gabriel Leone e o sucesso de O Agente Secreto
Leone também destacou ficar feliz por integrar não apenas um sucesso desse porte, mas o momento mais abrangente de retomada do cinema nacional. O Agente Secreto é o segundo longa brasileiro consecutivo a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, após Ainda Estou Aqui (2024).
Além disso, a obra igualou o recorde de indicações a prêmios da Academia de Cidade de Deus (2002), com quatro: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco. Na opinião de Leone, esse êxito internacional recente ajudou o povo a enxergar o valor da cultura nacional:
“Eu sinceramente não acho que a gente precise da validação estrangeira em relação à potência da nossa arte, de maneira nenhuma, mas se é isso que está fazendo a gente se reerguer e se fortalecer, se é isso que está fazendo o nosso povo voltar ao cinema… no ano passado, Ainda Estou Aqui, teve mais de 6 milhões de espectadores; O Agente Secreto, mais de 2 milhões de espectadores.”
Gabriel também apontou para casos recentes de sucessos nacionais de bilheteria, assim como teatros e shows lotados. São sinais do bom momento da indústria cultural no Brasil. Segundo ele, trata-se da época para a cultura do país se reerguer e se fortalecer.
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