Jamie Lee Curtis admite que nunca foi fã de terror: ‘Não preciso fingir que eu amo isso’
Atriz de Halloween afirma que deve sua carreira ao gênero, mas revela que o estilo “não é a sua praia”
Angelo Cordeiro (@angelocordeirosilva)
Mesmo sendo um dos rostos mais emblemáticos do terror, Jamie Lee Curtis, conhecida por viver Laurie Strode na franquia Halloween, fez uma confissão sincera: nunca foi realmente fã do gênero que a transformou em estrela. Durante um painel no South by Southwest, a atriz foi direta ao falar sobre sua relação com o terror. “Eu realmente não amo isso. Não estou brincando; não é algo que me atraia. Isso não significa que eu não aprecie, só não é o meu gênero, não é a minha praia”, afirmou.
A declaração ganha ainda mais peso quando se considera sua trajetória. Filha de Janet Leigh, que marcou a história do cinema em Psicose, Curtis cresceu cercada pelo impacto cultural do terror. Em 1978, ela entraria para a história ao estrelar Halloween, clássico dirigido por John Carpenter, no qual interpretou Laurie Strode e ajudou a consolidar o arquétipo da “final girl”.
Ainda assim, a atriz fez questão de separar reconhecimento de gosto pessoal. “Eu devo minha vida ao gênero, mas não preciso fingir que sou uma ‘garota do terror’ e que amo isso”, disse. Ao longo das décadas, Curtis retornou diversas vezes à franquia Halloween e participou de outros títulos do gênero, tornando-se uma referência incontornável para gerações de fãs.
Apesar de sua relação ambígua com o terror, Curtis destacou o que sempre a atraiu nesse tipo de produção: seu espírito independente. Segundo ela, muitos filmes do gênero nasceram fora dos grandes estúdios, com liberdade criativa e ousadia estética — características que continuam a moldar sua identidade até hoje.
A atriz também comentou a mudança de status do terror dentro da indústria, celebrando o fato de o gênero estar sendo cada vez mais valorizado, inclusive por premiações tradicionais. Para Curtis, esse movimento mostra que o cinema está em constante transformação. “O fato de ser um gênero que agora recebe mais compreensão e apreciação me deixa feliz. É fantástico ver a Academia evoluindo, mudando e crescendo, como qualquer boa instituição”, concluiu.
Fonte: EW
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