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O Diabo Veste Prada 2: Por que Miranda Priestly “esqueceu” da Andy no trailer?

Sequência mostra Andy retornando à Runway em cargo de poder, enquanto Miranda Priestley parece ter esquecido o passado da ex-assistente

Giulia Cardoso (@agiuliacardoso)

O Diabo Veste Prada 2: Por que Miranda Priestley "esqueceu" da Andy no trailer?
O Diabo Veste Prada 2: Por que Miranda Priestley "esqueceu" da Andy no trailer? - Crédito: Divulgação

Vinte anos depois de Andrea Sachs (Anne Hathaway) arremessar seu celular em uma fonte parisiense e virar as costas para a tirania da moda, o mundo da Runway está prestes a ser chacoalhado novamente, mas parece que o tempo não foi tão generoso com a memória de Miranda Priestly. O primeiro trailer da aguardada sequência de O Diabo Veste Prada chegou provocando um turbilhão de teorias ao revelar que a “Imperatriz” da moda, vivida pela lendária Meryl Streep, simplesmente não reconhece sua ex-assistente mais resiliente.

Nesta nova fase, as cartas foram redistribuídas de forma irônica. Em um cenário onde a mídia impressa luta para sobreviver, Andy retorna à revista para assumir o prestigiado cargo de Editora de Variedades . A ascensão profissional da protagonista é o combustível perfeito para o horror de sua antiga rival, Emily (Emily Blunt), mas o verdadeiro desilusão vem da própria Miranda.

No vídeo, é preciso que Nigel (Stanley Tucci) intervenha para explicar quem é a nova colega de redação, definindo Andrea apenas como “uma das Emilys”, sugerindo que Andy foi apenas um borrão intercambiável na rotina de uma mulher que já viu centenas de assistentes passarem por sua porta.

O suposto lapso de memória de Priestly gerou um debate imediato nas redes sociais, dividindo o público entre o cinismo e a preocupação. A teoria mais provável é que esse esquecimento seja, na verdade, a arma mais letal do arsenal de Miranda: o “power play” definitivo. Ao apagar Andy de seu passado, ela anula instantaneamente as conquistas profissionais que a ex-subordinada acumulou nas últimas duas décadas, reafirmando que não há igualdade entre as duas.

Por outro lado, há quem defenda uma visão mais pragmática e gélida, na qual Miranda, focada obsessivamente no presente, tenha realmente descartado Andrea como um detalhe irrelevante de sua biografia. Embora especulações sobre uma possível doença degenerativa tenham surgido entre os fãs, a Miranda que vemos no trailer parece tão afiada e letal quanto em 2005, usando a indiferença estratégica para colocar a nova “colega” em seu devido lugar.

A sequência marca o retorno de Meryl Streep às telonas após um hiato de sete anos e traz um desafio imenso para o roteiro: como atualizar uma vilã tão icônica sem torná-la “boazinha demais” ou repetitiva.

Ao manter a chama do antagonismo viva através desse desdém inicial, a produção parece apostar no embate entre o legado do jornalismo de luxo e a nova autoridade conquistada por Andy. Se Andrea realmente mudou Miranda há 20 anos, agora ela terá que provar que é capaz de ser notada mais uma vez — dessa vez, de igual para igual.

FONTE: SCREENRANT

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Jornalista em formação pela Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, Giulia Cardoso começou em 2020 como voluntária em portais de cinema. Já foi estagiária na Perifacon e agora trabalha no núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo.
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