Os 4 melhores filmes da história, segundo Wagner Moura
Lista do ator se divide entre dois países e inclui clássicos, obscuridade, obra censurada e um símbolo de retomada da indústria nacional
Pedro Hollanda (@phollanda21)
Wagner Moura está em alta na indústria do cinema. Seu trabalho no longa O Agente Secreto (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho, colocou seu nome na briga por prêmios, mas sua estrela tem crescido nos últimos anos e trabalhos em Hollywood deram uma chance para os americanos conhecerem mais sobre o ator — até mesmo seu gosto por filmes.
Em entrevista ao canal de YouTube do Letterboxd na época do lançamento de Guerra Civil (2024), Moura foi questionado sobre seus quatro filmes preferidos. A pergunta faz parte de um jogo popular associado ao app, no qual usuários catalogam seus hábitos cinematográficos.

O primeiro filme citado por Wagner é Il Posto (1961), que justificou a escolha afirmando seu amor pelo neorrealismo italiano. O longa, dirigido por Ermanno Olmi, conta a história de um jovem sem muita educação formal adentrando o mercado de trabalho e a vida além de sua família.
O ator permaneceu na Itália para sua segunda escolha. O longa selecionado foi Cinema Paradiso (1988), clássico de Giuseppe Tornatore que conta a história da amizade entre um menino fã da sétima arte e um projecionista idoso. O filme foi lançado duas vezes no seu país de origem, fracassando na bilheteria em ambas as ocasiões.
Após vencer o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 1989 com um corte alternativo, os produtores de Cinema Paradiso tentaram pela terceira vez colocar o longa em circuito, com resultados melhores. Entretanto, a obra só se tornou um sucesso no país após vencer o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1990.
A atenção de Moura então passou para o cinema nacional. O ator citou como seu terceiro na lista Iracema – Uma Transa Amazônica (1981), dirigido por Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Trata-se de um drama semidocumental que acompanha um caminhoneiro que viaja pela recém construída rodovia Transamazônica junto de uma prostituta chamada Iracema. Produzido em 1974, o longa foi censurado pelo governo federal devido ao fato de mostrar grilagem de terras, prostituição, desmatamento, queimadas e a miséria trazida pela promessa de progresso à Amazônia.
Por fim, Wagner fechou sua lista com Terra Estrangeira (1995). O filme dirigido por Walter Salles e co-dirigido por Daniela Thomas retrata a solidão de imigrantes brasileiros em Portugal, além da devastação econômica causada pelas políticas de Fernando Collor. O longa foi um dos símbolos da retomada do cinema brasileiro no meio dos anos 1990, após anos de ataques do governo federal à indústria.
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