Bill Cody, a voz do Grand Ole Opry, morre aos 67 anos
O DJ da WSM e locutor do Opry era sinônimo de rádio country e lembrado por sua “capacidade infalível de fazer com que tanto artistas quanto o público se sentissem em casa”
STEPHEN L. BETTS, Rolling Stone EUA
Bill Cody, um veterano locutor de rádio de Nashville na venerável WSM e presença constante no Grand Ole Opry, faleceu na terça-feira, 9, após uma longa batalha contra insuficiência renal e cardíaca. Ele tinha 67 anos. A WSM anunciou a morte de Cody em uma publicação nas redes sociais.
“É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de nosso querido amigo e amada voz da WSM, Bill Cody”, dizia o comunicado. “Uma presença singular na WSM-AM Nashville por mais de três décadas, Bill recebia os ouvintes todas as manhãs no programa Coffee, Country & Cody com um sorriso largo, uma facilidade de conversa e uma capacidade infalível de fazer com que tanto artistas quanto o público se sentissem em casa. Ele se juntou à WSM em 1994 e teve Charlie Daniels como seu primeiro convidado no estúdio. Ele construiu mais do que um programa matinal; ele criou um ponto de encontro enraizado em seu profundo amor pela música country e pelas pessoas por trás dela.”
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Nascido Trent Clutts em 16 de dezembro de 1958, em Huntsville, Alabama, filho de William e Helen Clutts, naturais de Harvest, Alabama, Cody passou a maior parte de sua infância em Lebanon, Kentucky, onde seu pai trabalhava como pastor rural. Cody adotou seu nome artístico em homenagem ao seu herói de infância, o artista do Velho Oeste Buffalo Bill Cody. Os sermões de domingo de seu pai eram transmitidos pela rádio local WLBN 1590 AM, uma estação de 1.000 watts que operava do nascer ao pôr do sol. Cody iniciaria sua ilustre carreira de locutor ali, lembrando mais tarde que o primeiro disco que tocou — “We’ll Sing in the Sunshine“, de Wanda Jackson — foi ao ar com a velocidade errada.