entrevista exclusiva

SLS quer ‘estourar a bolha’ do skate com música, cultura e celebridades

Pedro Dau de Mesquita, diretor de novos negócios da 213 Sports, revela os bastidores da expansão da Street League Skateboarding no país

Karla Sthefany

Pedro Dau de Mesquita - Fotos: Reprodução/YouTube Rolling Stone Brasil; Divulgação
Pedro Dau de Mesquita - Fotos: Reprodução/YouTube Rolling Stone Brasil; Divulgação

A Street League Skateboarding (SLS) encontrou no Brasil um público especialmente apaixonado pelo skate, e também uma oportunidade de transformar as competições em experiências que vão além da pista.

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Pedro Dau de Mesquita, diretor de novos negócios da 213 Sports, falou sobre os bastidores da chegada da liga ao país e a estratégia para aproximar o esporte de outros universos culturais.

Segundo Pedro, a SLS tem uma característica que a diferencia de outros eventos de skate: “A Street League tem uma peculiaridade com relação a outros eventos de skate, ele é um evento de entretenimento com skate”. Por isso, a organização trabalha para criar uma experiência que vá além das competições, com música, ativações de marcas e outras atrações.

O público brasileiro também ganhou destaque na trajetória da liga. “O brasileiro é um fã, se você ver as etapas da SLS do Japão, nos Estados Unidos, na Austrália, em Paris, com certeza o mais barulhento é o brasileiro”, afirma.

Rayssa Leal na última fase da competição da SLS, em fevereiro (Foto: Ayush Kumar/Getty Images)
Rayssa Leal na última fase da competição da SLS, em fevereiro (Foto: Ayush Kumar/Getty Images)

Do skate para outros universos

A SLS também busca alcançar quem não acompanha a modalidade de perto. Para isso, a liga aposta na presença de personalidades de diferentes áreas, estratégia que, segundo Pedro, ajuda a ampliar o alcance do evento.

“Essas personalidades, esses influenciadores e celebridades acabam nos ajudando a estourar essa bolha”, explica. Gustavo Scarpa, Caio Castro, Fred Bruno e Alex Atala são alguns dos nomes citados durante a entrevista.

A conexão também chega a outros territórios, como música, games e arte. Para Pedro, essa amplitude está relacionada ao próprio estilo de vida associado ao skate: “O lifestyle do skate, ele permite muitas coisas”.

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GUNARS ELMUTS/DIVULGAÇÃO ( KIDS); DIVULGAÇÃO ( LUAN OLIVEIRA)

O legado para a comunidade

Além dos eventos, a SLS desenvolve ações para manter a ligação com as comunidades locais. Entre elas estão visitas de atletas a projetos sociais e encontros em pistas públicas.

A organização também doa obstáculos utilizados nas competições para pistas e projetos após os eventos. Um dos exemplos citados por Pedro é a destinação de estruturas para locais ligados aos atletas.

“Devolver pra rua, né? Espalhando o skate em todos os lugares”, afirma.

Em 2026, a SLS retornou ao Rio de Janeiro com o Takeover, formato mais rápido e dinâmico realizado no último domingo (9), no Maracanãzinho. Diferentemente do Super Crown, a proposta do Takeover é aproximar o público da pista e levar para o ginásio uma atmosfera mais próxima da cultura de rua. 

“O Takeover, ele é uma competição mais rápida, é uma competição mais dinâmica”, explica Pedro.

Confira a entrevista completa:

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Karla Sthefany é formada em jornalismo e já foi repórter em diversos sites de entretenimento, como o Observatório dos Famosos, Entretê Spin OFF e NerdWeek. Hoje atua como repórter na CARAS Brasil, na Contigo! e na Rolling Stone Brasil. Apaixonada por música, cinema e livros. Críticas ou sugestões: [email protected]
TAGS: Rayssa leal, skate, SLS, Street League Skateboarding