A animação ‘Primal’ terá quarta temporada? Criador responde
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Genndy Tartakovsky fala sobre o futuro da série, a reviravolta “zumbi” e o desejo de manter a franquia viva até sua aposentadoria
Giulia Cardoso (@agiuliacardoso)
Desde que estreou, Primal se consolidou como uma das obras mais viscerais e emocionantes da animação adulta. Com a terceira temporada trazendo uma mudança radical para os protagonistas, a pergunta que paira é inevitável: este é o fim ou o universo pré-histórico (e agora sobrenatural) de Genndy Tartakovsky continuará a se expandir?
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o criador, responsável também por ícones como Samurai Jack e O Laboratório de Dexter, abriu o jogo sobre o futuro da produção. Questionado se pretende transformar Primal em uma antologia com novas histórias ou seguir a linhagem da família de Spear, Tartakovsky revelou que seu plano é de longo prazo.
“Se haverá uma quarta temporada, eu não tenho certeza, mas eu quero que Primal exista para sempre, até eu me aposentar”, declarou Genndy.
Para o diretor, a marca Primal transcende a saga de Spear e Fang. A ideia é que o nome se torne sinônimo de um estilo específico de narrativa, e não apenas da história de dois personagens.
“Eu queria que Primal fosse quase como um título para uma série que pudesse ser sobre qualquer coisa. Mas que tenha pouco diálogo, narrativa visual e aquela pegada crua e ‘pulp’. Então, eu adoraria continuar e provavelmente, sabe, ter uma quarta temporada.”
O dilema do fim (e o retorno)
Tartakovsky admite, no entanto, que o apego aos personagens originais é um “problema” recorrente em seu processo criativo. Ele relembra que a série já deveria ter mudado de foco anteriormente, mas a conexão emocional com a dupla principal falou mais alto.
“É engraçado, eu disse depois da segunda temporada: ‘É isso, acabou’, sabe? Íamos mudar a história na terceira temporada, e então eu voltei para o Spear e a Fang porque senti que havia mais”, confessa o animador. “E talvez para a quarta temporada, talvez haja ainda mais, quem sabe? Mas, ao mesmo tempo, eu adoraria fazer outra história que se encaixasse sob o logo de Primal.”
Enquanto o martelo sobre a quarta temporada não é batido oficialmente, Tartakovsky foca na ousada reviravolta dos novos episódios. A série, que começou como um drama de sobrevivência naturalista, agora abraça o horror sobrenatural de forma literal.
“Para a terceira temporada, nós temos uma reviravolta especial com o Spear sendo um zumbi e como as coisas se desenrolam”, adianta ele.
Seja seguindo a saga de um neandertal morto-vivo ou explorando novos mundos silenciosos, uma coisa é certa: se depender de Genndy Tartakovsky, o estilo Primal de contar histórias não será extinto tão cedo.
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