A importância da terapia para Henry Winkler viver um de seus personagens mais icônicos
Ator afirma que só conseguiu dar vida a certo personagem após passar por terapia e diz que o processo o ajudou a se tornar “um ator melhor” aos 80 anos
Angelo Cordeiro (@angelocordeirosilva)
Henry Winkler afirmou em entrevista ao podcast What Matters With Liz que não teria conseguido entregar uma de suas atuações mais elogiadas sem passar antes pelo divã. O ator revelou que a terapia foi essencial para que ele pudesse interpretar Gene Cousineau na série Barry.
“Se eu não estivesse presente na minha própria vida, agora eu sei que não teria conseguido fazer Gene Cousineau em Barry sem a terapia pela qual passei”, disse ao falar com a apresentadora Liz Vaccariello.
Para explicar o próprio processo de amadurecimento, Winkler recorreu a uma metáfora curiosa: “Eu sou um bloco de queijo suíço, com muitos buracos. E estou trabalhando para me tornar um bloco de cheddar — porque ele não tem buracos. É uma jornada para a vida toda. Acredite, eu ainda não virei cheddar.”
Segundo o ator, a terapia o ajudou principalmente a lidar com a preocupação excessiva com o julgamento dos outros. “Hoje eu me preocupo um pouco menos com o que as pessoas pensam. Eu lutei muito para superar esse obstáculo. Porque isso é debilitante, é muito difícil de ultrapassar. Você acha que estão pensando no que você acabou de fazer — quando isso pode ser a última coisa na mente delas.”
Winkler começou a carreira no teatro no início dos anos 1970, após concluir o mestrado em artes dramáticas em Yale. Pouco depois, ganhou projeção mundial ao viver Arthur “Fonzie” Fonzarelli na série Happy Days, criada por Garry Marshall. A sitcom foi exibida até 1984 e consolidou o ator como um dos rostos mais marcantes da TV americana.
Ao longo das décadas seguintes, ele participou de produções como MacGyver, Arrested Development e Parks and Recreation, até chegar ao papel de Gene Cousineau em Barry.
Na série criada e estrelada por Bill Hader, Winkler interpretou o excêntrico e carente professor de atuação que se torna uma espécie de figura paterna disfuncional para o assassino Barry Berkman. A dinâmica entre os dois personagens virou um dos pontos altos da produção.
Quando a série chegou ao fim, em 2023, o ator já havia refletido sobre o impacto do papel em sua trajetória. “Eu me tornei um ator melhor. Estou mais próximo do ator que sonhava ser quando fazia o Fonzie”, afirmou anteriormente.
Winkler citou ainda dois ídolos como referência: Jack Nicholson e Anthony Hopkins. “Não há distância entre a alma deles e o personagem. Você não consegue colocar nem uma folha de papel entre os dois. Isso é magnífico. E eu venho trabalhando para chegar lá.”
Fonte: EW
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