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A única antologia da Netflix que não tem episódios ruins, segundo site

Com a curadoria de David Fincher, a série desafia a lógica de que “toda coletânea tem episódios ruins” ao entregar um banquete visual e filosófico

Giulia Cardoso (@agiuliacardoso)

A única antologia da Netflix que não tem episódios ruins, segundo site
A única antologia da Netflix que não tem episódios ruins, segundo site - Crédito: Netflix

Antologias perfeitas são como unicórnios no mundo do entretenimento: raras e difíceis de encontrar. No entanto, segundo o screenrant, Love, Death & Robots desafia essa estatística ao se consolidar como uma obra-prima. A série da Netflix não é apenas uma vitrine de animação de ponta; é um mergulho em ficção científica, cyberpunk e horror que exige ser assistido e revisitado.

Sob a produção executiva de David Fincher (Mindhunter), a série rompe com o preconceito de que produções animadas são voltadas para o público infantil. Com episódios que variam entre 6 e 21 minutos, a obra utiliza desde animação tradicional e stop-motion até o fotorrealismo.

Embora os prêmios de animação confirmem a qualidade estética, o verdadeiro trunfo da série é a sua capacidade de construir mundos inteiros em frações de hora. Ela transita entre diferentes tons com uma fluidez impressionante:

  • Horror e Filosofia: De reviravoltas devastadoras em “Para Além da Fenda de Áquila” à exploração existencial profunda em “Zima Blue”, a série não tem medo de fazer o espectador pensar.

  • Humor Ácido: Episódios como “Histórias Alternativas”, que explora diversas formas de matar Adolf Hitler, oferecem um alívio cômico necessário, mas sempre inteligente.

  • Mitos e Lendas: A antologia bebe de fontes diversas, desde contos de marinheiros antigos (“Viagem Ruim”) até lendas chinesas (“Boa Caçada”), provando que sua criatividade é inesgotável.

O formato de Love, Death + Robots permite que ela dure para sempre. Ao não se limitar a um único estilo ou linha temporal, os criadores têm liberdade total para experimentar. O público, por sua vez, clama frequentemente por versões em longa-metragem de seus episódios favoritos — como ocorreu com o trio explorador de “Os Três Robôs”, que chegou a ganhar uma sequência.

FONTE: SCREENRANT

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Jornalista em formação pela Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, Giulia Cardoso começou em 2020 como voluntária em portais de cinema. Já foi estagiária na Perifacon e agora trabalha no núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo.
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