‘PEGAS DE SURPRESA’

Ex-integrante das Pussycat Dolls acredita que apoio a Robert F. Kennedy Jr. custou vaga na reunião: ‘Eu era um problema’

Jessica Sutta acredita que suas ideias do Make America Healthy Again e o apoio a RFK Jr. a fizeram perder a chance de se reunir ao grupo na próxima PCD Forever Tour

Cheyenne Roundtree

Pussycat Dolls
Foto: Ricky Vigil M/GC Images

A ex-integrante das Pussycat Dolls, Jessica Sutta acredita que suas opiniões ligadas ao Make America Healthy Again (MAHA) e seu apoio a Robert F. Kennedy Jr. lhe custaram a chance de se reunir ao grupo na próxima PCD Forever Tour.

No início deste mês, as Pussycat Dolls anunciaram que voltariam como um trio, com as cantoras Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt, pegando a estrada para uma turnê mundial de 53 datas pela América do Norte, Reino Unido e Europa. Recentemente, elas lançaram “Club Song” como aquecimento para a turnê, que começa na Califórnia em junho.

Originalmente um grupo pop sensual de seis integrantes, com Carmit Bachar e Melody Thornton na formação antes do fim em 2010, as Pussycat Dolls voltaram para uma turnê de reunião em 2019 sem Thornton, que recusou participar. A formação atual também deixou de fora Sutta e Bachar.

Sutta disse que foi “pegada de surpresa” com o retorno e atribuiu a decisão ao fato de apoiar Kennedy, o controverso secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, a quem Sutta se refere carinhosamente como “Bobby”.

“Eu era um problema”, explicou Sutta em um episódio recente do podcast The Maverick Approach. “Eu me alinho com Bobby Kennedy, e isso é se alinhar com o MAGA. Eu amo o que o Trump está fazendo? Com certeza não. Eu não acredito em guerra. Mas a comunidade de pessoas [lesionadas] por vacina não teria chance de receber ajuda sem ele. Mesmo ele não querendo que a gente exista, aliás. As pessoas gritam comigo: ‘Você é MAGA, você é MAGA’. Sim, eu sou. Eu dobro a aposta, porque estou cansada de gente me dizendo quem eu deveria ser”.

No ano passado, Sutta disse ao Daily Mail que sofre de fadiga crônica e dor muscular, entre outros problemas de saúde, após receber a segunda dose da vacina da Moderna contra a Covid em 2021.

Durante sua participação no podcast The Maverick Approach, Sutta continuou elogiando Kennedy, chamando-o de “altruísta” e “um ser humano maravilhoso”. Ela acrescentou que ajudou Kennedy na campanha presidencial de 2024, falando em alguns eventos e apoiando-o publicamente, e observou que foi “agridoce” quando ele desistiu da corrida.

“Eu queria vê-lo como presidente”, disse Sutta. “Eu acho que ele é um ser humano incrível. Acho que ele é bom demais para ser presidente. Ele tem um coração grande demais”.

Ao falar sobre como se sentiu ao ser deixada de fora, Sutta afirmou que ficou particularmente chateada com a fundadora do grupo, Robin Antin, de quem Sutta disse que tentava obter esclarecimentos havia meses depois de ouvir rumores sobre uma possível reunião. Sobre Scherzinger, Sutta disse que a vocalista principal ligou no dia do anúncio, mas que Sutta não tem pressa em falar com ela.

“Eu não atendi”, disse Sutta. “Eu não pretendo retornar a ligação. Eu amo a Nicole, isso é muito agridoce para mim. Eu respeito ela como artista. Eu até chorei de alegria quando ela ganhou o Tony [por Sunset Boulevard] recentemente… eu com certeza estava torcendo por ela, mas isso me mostrou exatamente por que eu não estou no grupo. Elas me mostraram exatamente quem elas são”.

A ex-Pussycat Dolls Bachar também disse que foi deixada de fora em relação à reunião, dizendo que a decisão foi “decepcionante em nível pessoal”, mas que segue orgulhosa do tempo em que fez parte do grupo.

“Dada a minha história com a marca, por ter feito parte da sua fundação muito antes do lançamento comercial e por ter sido fundamental nas conexões que levaram ao contrato com a gravadora, eu teria apreciado uma comunicação direta”, escreveu Bachar em um post no Instagram. “Eu acredito que o legado de qualquer grupo é construído não apenas por quem é visto no palco, mas também pelas contribuições coletivas e pela visão compartilhada que o trouxe à vida”.

Por sua vez, as integrantes atuais das Pussycat Dolls explicaram que o grupo reduzido é apenas parte de uma história de “formação em constante mudança”.

“Acontece que agora estamos em um momento em que nos sentimos unidas e prontas para seguir em frente”, Wyatt disse à BBC. “Esta é a formação para 2026, mas com as Pussycat Dolls você nunca sabe o que pode vir depois”.

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