DECLARAÇÃO

Olivia Colman se diz ‘meio não binária’ e revela conexão com comunidade queer

Atriz vencedora do Oscar por A Favorita comenta identificação com narrativas LGBTQIA+ e revela como discute identidade de gênero em casa e no trabalho

Angelo Cordeiro (@angelocordeirosilva)

Olivia Colman se assume 'meio não binária' e revela conexão com comunidade queer (Dimitrios Kambouris/Getty Images)

Olivia Colman (A Favorita) falou abertamente sobre identidade de gênero e sua relação de longa data com a comunidade LGBTQIA+. Em entrevista à revista Them, a atriz vencedora do Oscar afirmou que sempre se sentiu “meio não binária” e explicou por que se sente tão próxima de histórias e personagens ligados ao universo queer.

É uma comunidade na qual amo ser acolhida. Acho que as histórias mais amorosas e mais bonitas vêm dessa comunidade. E me sinto muito honrada por ser recebida”, disse a estrela britânica. Colman contou que essa identificação vem de muito antes da fama.

Ao longo de toda a minha vida, tive discussões com pessoas nas quais sempre senti que era meio não binária”, afirmou. Segundo a atriz, a sensação está ligada à forma como enxerga sua própria expressão de gênero: “Nunca me senti extremamente feminina sendo mulher”.

Casada com o roteirista Ed Sinclair — com quem tem dois filhos, Hall, de 19 anos, e Finn, de 21 —, ela revelou que o tema também aparece com naturalidade em sua vida pessoal. “Sempre me descrevi para o meu marido como um homem gay. E ele responde: ‘Sim, eu entendo’”, contou, em tom bem-humorado.

Apesar da franqueza, Colman disse não querer transformar essas declarações em um “grande rótulo”, destacando que se sente confortável sendo quem é. “Eu me sinto em casa, à vontade. Sinto que tenho um pé em vários lugares. Conheço muitas pessoas que também se sentem assim”, explicou.

A atriz também refletiu sobre como os papéis de gênero afetam homens e mulheres. “Os homens também são limitados pelas expectativas que precisam cumprir”, disse. “Eu e meu marido revezamos quem é o ‘forte’ ou quem precisa de mais gentileza. Acredito que todo mundo tem tudo isso dentro de si.

Colman concluiu dizendo que sua escolha por projetos com temática LGBTQIA+ é também pessoal: “Acho que escolho esses filmes porque falam comigo. Quero ajudar a contar essas histórias.

Fonte: E! News

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Angelo Cordeiro é repórter do núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo. Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas, escreve sobre filmes desde 2014. São-paulino, pisciano, paulistano do bairro de Interlagos e fanático por Fórmula 1, listas e rankings.
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