Ruptura: Apple assume controle total e planeja expansão do universo
Com meta de quatro temporadas para o arco principal, Apple assume a marca e estuda versões internacionais para reduzir os longos hiatos
Giulia Cardoso (@agiuliacardoso)
Em uma movimentação estratégica para fortalecer sua divisão de produção interna, a Apple TV adquiriu todos os direitos de propriedade intelectual da série Ruptura. O acordo, finalizado no final do ano passado e avaliado em pouco menos de US$ 70 milhões, equivalente a xx reais transfere a produção das mãos do estúdio independente Fifth Season diretamente para a Apple Studios.
Anteriormente, a Apple operava como licenciada da série, mas agora assume o controle total do projeto. Essa transição é semelhante ao que ocorreu com Silo, outra ficção científica de alto orçamento da plataforma. Com o sucesso da segunda temporada — que se tornou a série mais assistida da Apple e dominou o Emmy 2025 com 27 indicações e 8 vitórias — a empresa decidiu que ser a proprietária do “IP” permitiria decisões financeiras e criativas mais sólidas para o futuro da franquia.
Com a nova estrutura de produção, a Apple já estabeleceu um cronograma estratégico para o futuro de Ruptura. As filmagens da terceira temporada estão previstas para começar no verão de 2026 (hemisfério norte), com um foco rigoroso na finalização prévia de todos os roteiros para evitar os gargalos de produção que afetaram o segundo ano da série.
Embora Dan Erickson e Ben Stiller tenham discutido originalmente um arco de três a quatro anos, a meta atual da Apple Studios é encerrar a trama principal em quatro temporadas. Contudo, o controle total da propriedade intelectual abre portas para um “universo expandido”. A empresa já estuda transformar o título em uma franquia, avaliando a criação de prequels, spinoffs e versões internacionais, garantindo que o público permaneça conectado ao mistério das indústrias Lumon mesmo durante os intervalos entre as temporadas principais.
Bastidores e os desafios da produção
A decisão da Apple de trazer a série “para dentro de casa” também foi motivada pelos desafios financeiros enfrentados na segunda temporada. Com um custo estimado de US$ 20 milhões por episódio, a produção em Nova York sofreu com atrasos causados por greves em Hollywood, mudanças de roteiro e protocolos de saúde.
Ao assumir a produção, a Apple Studios consegue gerenciar melhor os créditos fiscais do estado de Nova York e manter a colaboração com a Red Hour Films, produtora de Ben Stiller. Stiller, conhecido por seu perfeccionismo técnico, continuará à frente do projeto, agora com o suporte direto da infraestrutura da Apple. Para a terceira temporada, o cineasta Kogonada (Pachinko) deve se juntar à equipe como diretor de produção.
FONTE: DEADLINE
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