Marky Ramone e Rich Herschlag
já faz um bom tempo que Marky Ramone representa sozinho a formação clássica do Ramones, já que Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy, que Marky substituiu na bateria em 1978, são apenas memória neste planeta. O baterista é um sobrevivente e encara os altos e baixos da vida e da carreira com honestidade e bom humor. Esse é o tom de Minha Vida como um Ramone. Pelo título, ele já pretende estabelecer que Marky, o músico, é uma coisa, e o cidadão Marc Steve Bell (seu nome
verdadeiro) é outra. Ao revelar inúmeros detalhes inéditos sobre shows e gravações, o artista também prova que Ramones é
um assunto que não se esgotou. O livro cobre tudo: o começo da cena punk em Nova York, as polêmicas gravações com o
produtor Phil Spector e as turnês das quais a banda acabava saindo no prejuízo. Mesmo apontando as esquisitices de Joey, a
chapação constante de Dee Dee e a necessidade de controle de Johnny, Marky nunca deixa de se lembrar dos amigos que se
foram com afeição e nostalgia. Além disso, também entrega as batalhas que teve com o álcool. O bom é que, com a ajuda do autor Rich Herschlag, ele consegue contar todas essas histórias de um jeito atraente.
Fonte: Planeta