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LUFEH apresenta o álbum Overwhelmed e consolida sua identidade entre peso, liberdade e evolução sonora

Nascida de um projeto solo de Lufeh Batera, banda mistura influências para construir uma identidade própria entre peso, técnica e experimentação

Redação

FOTO: Divulgação

Entre riffs pesados, atmosferas modernas e a liberdade criativa típica do rock progressivo, a LUFEH segue construindo sua identidade sem pressa, mas com ambição. Formada a partir de um projeto solo idealizado pelo baterista Lufeh Batera, a banda nasceu quase por acidente, mas encontrou no espírito coletivo a força para se transformar em algo maior.

“Eu não queria fazer um disco instrumental de baterista”, relembra Lufeh sobre o início do projeto. “Queria um álbum com canções, vocal, energia de banda e uma identidade própria.” Dessa ideia surgiu o Luggage Falling Down, primeiro trabalho do grupo, inicialmente pensado como um lançamento solo. A virada aconteceu quando uma assessoria canadense sugeriu que o projeto teria mais força sendo apresentado como banda. O conselho mudou tudo.

Com a adesão dos músicos que participaram das gravações, a formação começou a ganhar corpo e um nome definitivo. “A gente entendeu que LUFEH já carregava uma história e uma identidade”, explica o baterista. Ainda assim, o grupo mantém os pés no chão quando o assunto é reconhecimento. “Estamos buscando nosso espaço. Uma banda se consolida com tempo, público, shows e conexão real com as pessoas.”

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As bagagens para o processo criativo

Essa construção coletiva também aparece no processo criativo. O disco Overwhelmed, que acaba de ser lançado, reflete exatamente a soma das diferentes bagagens dos integrantes. Cada músico trouxe composições e referências próprias, mas nenhuma faixa permaneceu intacta após passar pelo filtro da banda. “No Overwhelmed, por exemplo, o Déio trouxe duas músicas, o Gera trouxe três e o Duca trouxe três. Só que, quando uma ideia entra na banda, ela passa pela mão de todo mundo. A música pode nascer de uma pessoa, mas o resultado nunca é de uma pessoa só”, afirma.

Mesmo com integrantes vivendo em cidades diferentes, a dinâmica funciona em fluxo constante de arquivos, mensagens e ideias trocadas online. Só nos ensaios presenciais as músicas assumem sua forma definitiva.

“Este álbum é resultado de muita dedicação, maturidade e da realização de um sonho. Gravar no histórico estúdio Sunset Sound, em Los Angeles, onde grandes nomes da música mundial registraram seus sucessos, foi uma experiência inesquecível. Temos músicas impactantes, baladas pesadas, uma boa dose de pedal duplo na bateria, solos de guitarra, baixo e teclado, tudo isso misturado com a voz incrível de Ginny Luke”, afirma Lufeh.

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Entre o rock e o metal progressivo

Musicalmente, a LUFEH evita qualquer compromisso com fórmulas. O grupo passeia entre o rock e o metal progressivo sem se prender a convenções estéticas ou técnicas. Influências clássicas convivem com referências contemporâneas.

O resultado é um som que alterna peso, melodia e experimentação sem parecer calculado. “O progressivo veio de forma natural”, explica Lufeh. “Não porque a gente queira fazer música complicada, mas porque esse estilo permite contar histórias com mais curvas, mais climas e mais possibilidades.”

Agora, a prioridade da banda é clara: levar Overwhelmed para os palcos. O grupo sonha com uma turnê internacional e quer evitar outro intervalo longo entre discos -como aconteceu entre os dois primeiros trabalhos. “A banda está viva, animada, e a gente ama fazer isso”, diz o músico. “Só não quero lançar o próximo álbum quando tiver 60 anos.”

E assim, a LUFEH segue exatamente como seu som sugere: imprevisível, intensa e em constante evolução.

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