A reação dos representantes de Michael Jackson ao freestyle de Sexyy Red sobre ‘Beat It’
Espólio do Rei do Pop emite declaração oficial após rapper divulgar prévia de versão sexualmente explícita do clássico de 1983
Kadu Soares (@soareskaa)
Sexyy Red sempre construiu carreira em torno de letras sexualmente explícitas e performances provocativas — marca registrada da rapper de St. Louis que divide opiniões desde o início. Mas o mais recente ato pode ter ultrapassado a linha para muitos: a artista compartilhou prévia de remix que vem trabalhando de “Beat It”, um dos hits mais icônicos de Michael Jackson.
Sexyy Red in the studio rapping over “Beat It” by Michael Jackson 😭
— The Female Rap Room (@girlsinrap) February 11, 2026
A versão foi divulgada por Lil Yachty, que legendou o post em tom de brincadeira: “prévia da cena do novo filme biográfico do Michael”. Porém, a releitura moderna do clássico de 1983 — que originalmente falava sobre evitar violência de gangues — foi transformada em faixa sexualmente carregada que muitos consideraram desrespeitosa ao legado do Rei do Pop.
A controvérsia escalou rapidamente e chegou ao espólio de Michael Jackson, que gerencia os direitos e o legado do cantor desde a morte em 2009. Em declaração à Billboard, a equipe legal condenou a versão de Sexyy Red: “Estávamos totalmente desavisados sobre isso. O uso da música não é autorizado”.
“Beat It” é uma das músicas mais reconhecidas da história do pop, parte do álbum Thriller (1982) que vendeu mais de 70 milhões de cópias globalmente e definiu a década de 80. O videoclipe dirigido por Bob Giraldi com coreografia de Michael Peters tornou-se marco cultural, e a música em si carrega significado específico sobre escolher paz em vez de violência.
Sexyy Red ainda não respondeu publicamente às críticas nem à declaração oficial do espólio de Michael Jackson.
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