Alanis Morissette entrega show poderoso e nostálgico no Lollapalooza Brasil
Cantora canadense foi uma das atrações principais do segundo dia do festival e fez o público cantar em voz alta sucessos como "Ironic" e "Thank U"
Daniela Swidrak (@newtango)
Publicado em 30/03/2025, às 09h15
Na noite de sábado (29), após Tate McRae, mais uma canadense subiu ao palco do Autódromo de Interlagos para o segundo dia de Lollapalooza Brasil 2025. Alanis Morissette, um dos nomes mais icônicos do rock alternativo dos anos 90, provou mais uma vez por que continua sendo uma referência para diversas gerações de artistas e fãs, como as da Olivia Rodrigo na noite anterior.
A apresentação começou com um vídeo que percorreu sua extensa carreira, relembrando momentos marcantes de videoclipes, entrevistas e participações em programas que ajudaram a moldar sua imagem como um dos grandes nomes da música. Com essa introdução, Alanis entrou no palco ao som de “Hand In My Pocket”, do álbum “Jagged Little Pill”, que dominou o setlist da noite e garantiu 90 minutos de pura história e emoção.
A performance foi marcada por um equilíbrio entre a intensidade e a serenidade que sempre caracterizaram Alanis. Sua voz continua inigualável e inabalável. Além de suas icônicas intervenções instrumentais, incluindo sua clássica gaita, que trouxeram ainda mais autenticidade ao show.
Nos telões, além das imagens do show, a cantora aproveitou para relembrar as causas que sempre defendeu: feminismo, direitos iguais, liberdade de expressão, apoio à comunidade LGBTQIA+ e a luta pela legalização do aborto. A mensagem foi clara: sua música continua sendo um canal de expressão e resistência.
O ápice ficou para o final, com uma sequência de hits que transformaram o festival em um verdadeiro coral de vozes emocionadas. “You Oughta Know” e “Ironic” incendiaram o público antes do encerramento com “Thank U”, enquanto mensagens de gratidão de fãs ao redor do mundo tomavam conta das telas.
Mesmo tendo passado pelo Brasil recentemente, em 2023, Alanis Morissette mostrou que sua presença é sempre bem-vinda e necessária. Com um show intenso e nostálgico, ela reafirmou seu status como uma das grandes vozes da música e do ativismo, provando que, mesmo depois de décadas, sua arte segue relevante e poderosa.
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