Assistente do Grammy revela momento ‘desconfortável’ com Jay-Z
Katelyn McLaughlin trabalhou como seat filler na cerimônia de 2024 e contou os bastidores da premiação
Kadu Soares (@soareskaa)
Katelyn McLaughlin viveu o sonho de muitos fãs em 2024 ao trabalhar como “seat filler” (preenchedora de assentos) na 66ª edição do Grammy Awards. A função, desconhecida por grande parte do público, existe para garantir que as câmeras não capturem cadeiras vazias quando celebridades se levantam durante os intervalos comerciais.
Em entrevista ao Showbiz Cheat Sheet, McLaughlin explicou que o trabalho de um seat filler é “manter a plateia de um evento parecendo cheia na câmera”. Durante os intervalos comerciais, pessoas constantemente se levantam para ir ao banheiro, pegar bebida ou conversar com alguém em outra mesa. Os produtores não querem que assentos vazios apareçam para a audiência em casa. Ela descobriu a oportunidade através do TikTok em dezembro de 2023, quando viu pessoas postando sobre a experiência e decidiu se candidatar.
Quando perguntada se testemunhou momentos estranhos durante a cerimônia, McLaughlin não hesitou em apontar o mais desconfortável. “O mais constrangedor foi definitivamente Jay-Z quando ele subiu no palco com sua filha, Blue Ivy. Ele deu um longo discurso sobre como Beyoncé nunca havia vencido Álbum do Ano e como todos deveriam ter vergonha. Não tenho certeza de como pareceu para os espectadores em casa, mas na sala foi desconfortável. No início, achei que ele estava fazendo algum tipo de esquete de comédia”, declarou.
A assistente se refere ao momento em que Jay-Z criticou duramente a Recording Academy durante seu discurso ao aceitar o Dr. Dre Global Impact Award. “Não quero envergonhar essa jovem senhora [Beyoncé] aqui, mas ela tem mais Grammys que qualquer um e nunca ganhou Álbum do Ano. Então, mesmo pelas suas próprias métricas, isso não funciona. Pensem sobre isso. A maioria dos Grammys… Isso não funciona”, disse o rapper, criando uma tensão na plateia que McLaughlin descreveu como muito diferente da recepção que provavelmente teve na televisão.
A crítica pública de Jay-Z acabou se mostrando profética — ou, talvez, influente. No Grammy seguinte, em 2025, Beyoncé finalmente venceu o prêmio de Álbum do Ano por Cowboy Carter (2024).
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