PARCERIA INTERROMPIDA

Como o Avenged Sevenfold estaria com The Rev hoje, segundo M. Shadows

Vocalista comenta sobre a morte prematura do ex-integrante, que, apesar de ser baterista e cantor de apoio, também participava das composições

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

M. Shadows e The Rev, do Avenged Sevenfold, em 2006 (Foto: Markus Cuff / Corbis via Getty Images)
M. Shadows e The Rev, do Avenged Sevenfold, em 2006 (Foto: Markus Cuff / Corbis via Getty Images)

A morte prematura de Jimmy “The Rev” Sullivan, em 2009, permanece como um dos momentos mais tristes e marcantes da trajetória do Avenged Sevenfold. Mais de uma década e meia depois, a ausência do baterista e vocalista de apoio ainda ecoa não apenas na saudade dos fãs, mas no processo criativo da banda.

Em entrevista recente ao jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, o cantor M. Shadows refletiu sobre o impacto técnico e emocional de ter perdido seu “parceiro de mente” e como a sonoridade do grupo estaria hoje se The Rev ainda estivesse vivo.

Para M. Shadows, a perda de The Rev vai muito além da técnica na bateria. O vocalista destaca que a sintonia entre os dois era fruto de uma vida inteira de convivência, algo que nenhum músico contratado ou novo integrante poderia replicar:

“Falávamos a mesma língua de uma forma que só se consegue quando se cresce junto, ouve as mesmas coisas, tem as mesmas referências e as mesmas experiências fora da banda.

Ele acrescentou:

“Há algo ali onde dá para saber o que o outro está pensando sem precisar dizer. Algo assim nunca se substitui.”

Avenged Sevenfold em 2006 (E-D): Zacky Vengeance, M. Shadows, The Rev, Johnny Christ e Synyster Gates (Foto: Markus Cuff / Corbis via Getty Images)
Avenged Sevenfold em 2006 (E-D): Zacky Vengeance, M. Shadows, The Rev, Johnny Christ e Synyster Gates (Foto: Markus Cuff / Corbis via Getty Images)

Ao ser questionado sobre o rumo artístico da banda — que nos últimos anos abraçou o viés progressivo e experimental em álbuns como The Stage (2016) e Life Is But a Dream… (2023) —, Shadows acredita que a essência do Avenged Sevenfold permaneceria a mesma, mas com camadas de genialidade a mais.

Para o vocalista, o núcleo criativo formado por ele, Synyster Gates e Zacky Vengeance continuaria impulsionando a banda para novos horizontes, mas The Rev traria o “tempero” final:

“Faríamos o que fizemos e acho que haveria algumas coisas extras que ele teria acrescentado a cada disco. Seriam coisas que eu não teria pensado. Adoraria saber o que são, mas só podemos imaginar.”

Avenged Sevenfold no Brasil

Neste começo de ano, o A7X se apresenta duas vezes no Brasil: dia 28 de janeiro, na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, com abertura de Mr. Bungle; e dia 31 de janeiro, no Allianz Parque, em São Paulo, com show de abertura de Mr. Bungle e A Day to Remember.

Rolling Stone Brasil: Avenged Sevenfold na capa

A nova edição da Rolling Stone Brasil traz uma entrevista exclusiva com os 5 integrantes do Avenged Sevenfold, às vésperas de seus maiores shows solo no Brasil. Também há um bate-papo com Planet Hemp, um especial Bruce Springsteen, homenagem a Ozzy Osbourne e muito mais. Compre pelo site da Loja Perfil.

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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