Bad Bunny homenageia AC/DC na Austrália enquanto banda está no Brasil
Músico de apoio do cantor portorriquenho costuma acenar à cultura local durante os shows — em Sydney, ele tocou ‘Thunderstruck’
Pedro Hollanda (@phollanda21)
Uma homenagem à música local que acontece em shows de Bad Bunny criou uma coincidência curiosa. Isso porque a banda escolhida para o tributo, AC/DC, estava justamente no Brasil — país visitado semanas antes pelo cantor.
Numa apresentação em Sydney, Austrália, durante o último fim de semana, o músico José Eduardo Santana, integrante da banda ao vivo de Bad Bunny, tocou no seu cuatro – instrumento tradicional portorriquenho – algo que parecia ser “Thunderstruck”, canção do AC/DC. O grupo australiano realizou três performances em São Paulo nos últimos 10 dias — a última na quarta-feira, 4.
O momento foi capturado em vídeo e publicado no Instagram (via TMDQA). Na legenda, um internauta elogiou a técnica do músico:
“Vocês conseguem perceber o quão talentoso ele é?”
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Quando Bad Bunny passou pelo Brasil dias 20 e 21 de fevereiro, no Allianz Parque, Santana fez o mesmo tipo de gesto musical. Sua escolha para tocar em São Paulo foi “Garota de Ipanema”, interpolada durante “Si Veo a Tu Mamá” (via G1).
Benito curou feridas
Em sua resenha para a Rolling Stone Brasil do primeiro do show de Bad Bunny no Allianz Parque, Kadu Soares escreveu sobre a aparente desconexão cultural entre o Brasil e o resto da América Latina. Na sua opinião, o cantor ajudou a reparar essa fratura:
“São Paulo sempre teve complexo de ser brasileiro demais pra ser latino, latino demais pra ser brasileiro. Por duas horas e meia, Bad Bunny curou essa fratura. Provou que Brasil nunca esteve isolado — estávamos apenas esperando alguém construir ponte forte o suficiente pra aguentar o peso de continente inteiro atravessando junto. Benito construiu essa ponte. E quando o show terminou com ‘EoO’ ainda ecoando, fogos explodindo nos quatro cantos do Allianz Parque, ficou claro que ninguém ia atravessar de volta. Pertencer à América Latina é uma sensação que poucos podem sentir, e Bad Bunny fez questão de nos lembrar isso.”
Como foi a primeira noite do AC/DC em SP
Em sua resenha para a Rolling Stone Brasil, Igor Miranda afirmou que, apesar das idades de Angus Young (70) e do vocalista Brian Johnson (78), a potência do AC/DC ao vivo continua — mesmo considerando as imperfeições na performance. O texto afirma:
“Fica difícil dispensar o clichê ‘o AC/DC deu aula de rock and roll no MorumBIS’. As eventuais imperfeições em nada atrapalham o resultado final. Angus, Brian e companhia poderiam estar até realizando um show mais curto, abaixando afinação para obter tons mais graves, dando mais pausas entre músicas ou estender suas durações, usando faixas pré-gravadas para engrossar o som, recorrendo a metrônomo, apostando no lado estético do show… mas quem disse que precisa? Está perfeito do jeito que é. E que siga perfeito enquanto dure.”
Rolling Stone Brasil x Bad Bunny
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“A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, nos ensina Benito.
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