Rock in Rio

Black Pantera se emociona ao celebrar amizade entre integrantes: ‘A gente se ajuda’

Banda compartilha bastidores da trajetória e relembra como o power trio se formou após um período de insistência e descrença no projeto

Karla Sthefany

Black Pantera - Foto: Divulgação/Hugo Brito
Black Pantera - Foto: Divulgação/Hugo Brito

O Black Pantera vive um dos momentos mais importantes da carreira, mas faz questão de lembrar que a história da banda foi construída muito antes dos grandes palcos. O grupo acabou de ser indicado ao Grammy Latino 2026 na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.

A indicação reconhece o trabalho da banda no disco Resistência, lançado pelo grupo como parte de sua trajetória na música brasileira. Em um encontro marcado por emoção, os integrantes compartilharam declarações sobre a amizade que une o trio e relembraram o caminho até a formação definitiva da banda.

O vocalista e guitarrista Charles Gama destacou, em entrevista à Rolling Stone Brasil, que nunca imaginou seguir essa jornada sozinho, apesar de ter cogitado essa possibilidade quando começou a acreditar no projeto.

“Eu vou ser bem realista, porque quando eu sonhei isso, um sonho de moleque, e eu comecei a concretizar, aí ele falou assim, ‘agora vai’, e eu falei assim, ‘agora vai, eu vou fazer isso sozinho, nem que seja’, mas até sozinho, eu falei assim, ‘cara, se nada der certo, eu vou sozinho nessa’. Eu tinha essa ideia. Mas, desde o começo, sempre pensei nos dois, ele sabe disso, a história não mente, procurei os dois, pensei, ‘gente, vamo fazer a parada’”

O músico explicou que compreendeu a recusa inicial dos amigos, já que todos viviam outro momento da vida em Uberaba, cidade onde a banda nasceu.

Black Pantera em 2025 (E-D): Chaene da Gama, Rodrigo "Pancho" Augusto e Charles Gama (Foto: @ThiagoHenriqueFotografia MHermes Arts)
Black Pantera em 2025 (E-D): Chaene da Gama, Rodrigo “Pancho” Augusto e Charles Gama (Foto: @ThiagoHenriqueFotografia MHermes Arts)

“Eu entendo o não deles”

Charles contou que insistiu para que os dois integrassem o projeto porque acreditava que o trio tinha uma conexão única.

“Eu entendo o não deles, mas quando o sim deles veio, além deles somarem, que eu sabia que seria foda, porque eles são uma cozinha maravilhosa, eu vi eles na noite, então, por isso que eu sempre [pensei] ‘tem que ser os caras, tem ser dois caras pretos’ […] é uma cozinha maravilhosa, que eu preciso desse power trio, e eles sempre foram os dois que eu chamei, sempre foram.”

O vocalista também relembrou o primeiro ensaio com a formação definitiva e definiu o momento como um divisor de águas para o Black Pantera.

“Mas quando eles entraram, no primeiro ensaio, rolou o primeiro ensaio, os três aqui, foi mágico, cara, eu sou muito grato aos meninos, por terem me ajudado.”

Black Pantera - Foto: Divulgação/Hugo Brito
Black Pantera – Foto: Divulgação/Hugo Brito

“Vocês são muito f***”

O encontro também foi marcado por uma troca de homenagens entre os integrantes. Um deles fez questão de agradecer pela parceria e declarou toda a admiração que sente pelos companheiros de banda.

“Eu gostaria de falar, olhando pra vocês, que vocês são muito f****. Eu sou muito fã de vocês, eu ouço as letras, eu ouço as músicas e tenho maior orgulho de estar aqui nesse lugar. De ter sido acolhido como irmão. Então, gratidão”.

Na sequência, ele contou que já admirava Charles e Rodrigo desde antes da formação do Black Pantera, quando acompanhava a antiga banda dos dois em Uberaba.

“E eu já era fã desses caras já, desde a época do Metal Machine, que era uma banda que eles tinham em Uberaba. […] Eu falei ‘ainda quero tocar com esses caras’. E hoje eu toco com esses caras e eles são f***. Obrigado.”

“A gente se soma”

Ao encerrar o bate-papo, o vocalista fez questão de reconhecer que a banda é resultado da contribuição dos três integrantes.

“A gente se soma, se ajuda, não é só a parada musical, a gente tem que entender que isso aqui é uma vida que a gente tem, que não dá pra jogar pra trás mais, mesmo que a gente se separe amanhã, o conteúdo do Black Pantera vai estar jogado aí, e nós três fizemos isso. ‘Ah, eu comecei isso’, mas os caras pegaram na minha mão, e a gente foi os três juntos, a estrelinha com os três ali, então, assim, gratidão, meus irmãozãos aqui.”

Texto: Karla Sthefany Lima

Entrevista: Ademir Correa

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Karla Sthefany é formada em jornalismo e já foi repórter em diversos sites de entretenimento, como o Observatório dos Famosos, Entretê Spin OFF e NerdWeek. Hoje atua como repórter na CARAS Brasil, na Contigo! e na Rolling Stone Brasil. Apaixonada por música, cinema e livros. Críticas ou sugestões: [email protected]
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