'SIMPLESMENTE TOCA'

Como o Guns N’ Roses monta seus longos shows, segundo Slash

Guitarrista destaca preferência por apresentações mais naturais e orgânicas; banda retorna ao Brasil para nove datas em abril

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Axl Rose, Slash e Duff McKagan, do Guns N' Roses (Foto: divulgação via Guns N' Roses)
Axl Rose, Slash e Duff McKagan, do Guns N' Roses (Foto: divulgação via Guns N' Roses)

Para muitos artistas que tocam em estádio, um show é a grande oportunidade de oferecer atrativos que vão além da música —tais como artes programadas, luzes, vídeos e movimentos de palco coordenados. No entanto, para o Guns N’ Roses a fórmula é oposta.

Segundo o guitarrista Slash, a banda nunca foi adepta de “grandes coisas coreografadas”. A preferência é por uma abordagem mais crua e orgânica no palco.

Em conversa com a rádio americana Rock 95.5 (via Blabbermouth), Slash explicou que a dinâmica do grupo permanece fiel às suas raízes, mesmo décadas após a formação original. Ele comentou:

“O Guns N’ Roses nunca foi o que você chamaria de um grande show ao vivo, algo coreografado. A gente monta o equipamento e simplesmente toca. Então, os sets e tudo mais meio que evoluem na hora. Não é como se a gente definisse um setlist fixo e tocasse a mesma coisa a turnê inteira. A gente muda as coisas a cada noite. Então, acho que desde que voltamos, a gente meio que retomou de onde parou. Mas tem muito material.”

Um dos pontos de maior destaque nas turnês recentes do Guns N’ Roses é a extensão das apresentações. Slash revelou que o tempo generoso no palco é uma consequência natural do prazer de tocar e do vasto catálogo da banda.

“Historicamente, a gente tem feito shows de mais de três horas por causa da quantidade de material e porque a gente se diverte fazendo isso. Enfim, a gente simplesmente faz o que faz naturalmente.”

Os momentos solos de Slash

Slash também falou sobre como lida com seus momentos solo durante o show. Curiosamente, o guitarrista admitiu que não gosta da ideia de ficar sozinho no palco.

“Eu nunca gostei de fazer solos de guitarra sozinho — nunca. Eu fazia por necessidade, porque as pessoas precisam de uma pausa ou algo assim, e eu me arrepio só de pensar nisso. Mas se você fizer pelo menos improvisando com a banda, você consegue compor algo com umas mudanças legais e sentir mais a música. Então eu já tenho uma ideia para o que eu quero fazer nessa próxima turnê.”

Guns N’ Roses no Brasil

Em abril, a banda retorna ao Brasil para nove shows. Veja, a seguir, a agenda completa do Guns N’ Roses marcada para o país:

01/04: Porto Alegre (Jockey Club)
04/04: São Paulo (Monsters of Rock, Allianz Parque)
07/04: São José do Rio Preto (Centro Regional de Eventos)
09/04: Campo Grande (Autódromo Orlando Moura)
12/04: Cariacica (Estádio Estadual Kleber José de Andrade)
15/04: Salvador (Arena Fonte Nova)
18/04: Fortaleza (Arena Castelão)
21/04: São Luís (Castelão)
25/04: Belém (Mangueirão)

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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