DINHEIRO OU PAIXÃO?

Guns N’ Roses só existe hoje por causa da grana? Frank Ferrer responde

Baterista que ficou quase 20 anos na banda comenta o que move os membros originais Axl Rose, Slash e Duff McKagan

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Frank Ferrer e Axl Rose com o Guns N' Roses em 2018
Frank Ferrer e Axl Rose com o Guns N' Roses em 2018 - Foto: Ollie Millington / Getty Images

O Guns N’ Roses continua na ativa apenas por interesse financeiro? Essa é uma das perguntas que ganharam força após a reunião parcial da formação clássica da banda na turnê Not in This Lifetime…, realizada entre 2016 e 2019, e que recentemente pôde ser feita a Frank Ferrer, ex-baterista do grupo.

Em entrevista à Rolling Stone, o músico, que integrou o Guns entre 2006 e 2025, respondeu da seguinte forma, referindo-se aos membros originais remanescentes (Axl Rose, Slash e Duff Mckagan):

“Não sei como funciona o lado dos negócios, mas sei que eles adoram fazer isso. Eles simplesmente amam. É a banda deles. É a música deles. Tudo o que vi foram três cavalheiros que amam e têm paixão pelo que fazem.”

Guns N’ Roses no Monsters of Rock 2026 (Foto: Guns N’ Roses)

O baterista complementou:

“Deve ser algo especial ver todo mundo adorando a sua música e querendo ouvi-la. Eu nunca vivenciei isso. Já toquei em muitas bandas. Nós compusemos muitas músicas divertidas, ótimas músicas que eu adoro, mas não músicas que outras pessoas adorem. E eles (Guns N’ Roses) conseguem fazer isso. É por isso que eles fazem.”

Frank Ferrer sobre Slash e Duff no Guns N’ Roses

Quando Slash e Duff McKagan retornaram ao Guns N’ Roses em 2016, Frank Ferrer já estava na banda há uma década. Questionado sobre como foi o processo de entrosamento com os antigos membros originais, ele disse:

“Não sei bem como descrever, mas foi muito empolgante. Estressante também. Eu não queria fazer feio na frente deles. Me deu trabalho, porque a música era deles. Então, eu tive que encontrar o meu caminho. Levei um tempo para me entrosar com eles, porque a música é deles e eles queriam que soasse de um jeito específico. Então, nós três ficamos ensaiando intensamente por alguns meses — indo lá tocar todo dia, tocando todo aquele repertório. Nós três trabalhamos muito duro para fazer tudo soar o melhor possível.”

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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