RETIFICAÇÃO

O injustiçado músico do Iron Maiden que pode ser reconhecido pelo Rock Hall of Fame

Instituição refaz lista de possíveis integrantes a serem induzidos e indica que irá considerar ex-vocalista como parte do legado da banda

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Iron Maiden com Blaze Bayley em 1995
Iron Maiden em 1995 (E-D): Dave Murray, Steve Harris, Blaze Bayley, Janick Gers e Nicko McBrain (Foto: Mick Hutson / Redferns via Getty Images)

O reconhecimento histórico nem sempre segue uma linha reta. Para Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden, ele quase não veio, mas agora parece estar a caminho por meio de uma homenagem formal.

O nome de Bayley foi “silenciosamente” adicionado à lista oficial de membros da banda que serão induzidos caso o Maiden seja escolhido para a classe de 2026 do Rock and Roll Hall of Fame (via Blabbermouth).

Antes, porém, quando os 17 indicados deste ano foram revelados em fevereiro, o Iron Maiden apareceu na lista pela terceira vez (após tentativas frustradas em 2021 e 2023), mas sem Blaze.

Esse detalhe gerou revolta entre alguns fãs da banda. Bayley, ainda que criticado por uma parcela do público e da imprensa, fez parte da trajetória da Donzela de Ferro ao gravar dois álbuns de estúdio: The X Factor (1995) e Virtual XI (1998).

Embora essa fase tenha coincidido com uma queda nas vendas e nas paradas de sucesso — em comparação à era de ouro dos anos 1980 —, o trabalho de Bayley agrada muitos fãs. Músicas como “Man on the Edge” e “The Clansman”, por exemplo, tornaram-se cult perante uma parcela do público e até foram executadas ao vivo por Bruce Dickinson após seu retorno no fim da década de 1990.

Além disso, outros integrantes que também estiveram no Iron Maiden por apenas alguns discos — como o vocalista Paul Di’Anno, o guitarrista Dennis Stratton e o baterista Clive Burr — já estavam listados anteriormente.

Blaze Bayley, Iron Maiden e Rock and Roll Hall of Fame

Em 2021, quando da primeira indicação do Iron Maiden, Blaze Bayley minimizou sua ausência na lista de integrantes a serem contemplados. Na época, ele disse ao canal Heavy Culture:

“O mais importante para mim é a minha amizade com os caras do Iron Maiden e o fato de ainda sermos amigos depois de tantos anos.”

Ele arrematou:

“Meus fãs me apoiam e tornam esta vida possível. Vivo meu sonho por causa dos meus fãs e do apoio deles — não por causa do Hall da Fama do Rock and Roll.”

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
TAGS: blaze bayley, Iron Maiden