AUTONOMIA

A curiosa situação que motivou Steve Harris a criar o Iron Maiden 50 anos atrás

Baixista decidiu montar a própria banda em 1975 após ter várias de suas músicas rejeitadas por um motivo bastante inusitado

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Steve Harris, baixista do Iron Maiden, em 1987
Steve Harris, baixista do Iron Maiden, em 1987 - Foto: Chris Walter / WireImage

Steve Harris se acostumou a ter a palavra final no Iron Maiden e há 50 anos é o responsável pelas principais decisões na banda. Mas nem sempre foi assim em sua carreira, pelo menos no início.

Antes de fundar a Donzela de Ferro, o baixista passou por outros grupos e sentiu o gostinho de ter algumas de suas músicas rejeitadas pelos demais integrantes. Sem poder fazer muita coisa, teve que baixar a cabeça e acatar.

Sim, hoje parece algo inimaginável, mas foi o que aconteceu, por exemplo, no Smiler, banda que o baixista integrou por um breve período, entre 1974 e 1975.

Conforme contou ao site Music Radar, Steve até compôs uma música para o grupo — uma versão embrionária de “Innocent Exile”, que depois apareceria em Killers (1981), segundo álbum do Maiden.

Iron Maiden em 1981 (E-D): Clive Burr, Dave Murray, Paul Di'Anno, Adrian Smith e Steve Harris
Iron Maiden em 1981 (E-D): Clive Burr, Dave Murray, Paul Di’Anno, Adrian Smith e Steve Harris – Foto: Paul Natkin / Getty Images

No entanto, quanto tentou emplacar mais composições, acabou sendo rejeitado por um motivo curioso:

“O Smiler era uma banda de boogie, então eles gostaram bastante de ‘Innocent Exile’ porque tem uma parte meio boogie no final. Mas eles não queriam tocar nenhuma das minhas outras músicas, e foi aí que a coisa ficou um pouco estranha. Eles disseram: ‘ah, tem muitas mudanças de tempo e andamento nas suas músicas‘.”

Em vez de insistir e ficar dando murro em ponta de faca, por assim dizer, Steve Harris percebeu que o melhor a fazer era criar sua própria banda.

“Eu queria apresentar mais do meu material, mas não era algo realmente adequado para aquela banda (Smiler). Tentei levá-los para uma direção com a qual não se sentiam muito confortáveis. No final, percebi que a única maneira de fazer meu próprio material era sair e formar minha própria banda. Aí eu poderia fazer o que quisesse.

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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