ADIADO (MAIS UMA VEZ)

Kanye West adia álbum ‘Bully’ para março

O projeto será lançado em 20 de março pela Gamma, a gravadora independente com a qual Ye fechou acordo recentemente

Larisha Paul

Kanye West
Foto: Matthias Nareyek/Getty Images

Ye, anteriormente conhecido como Kanye West, lançará seu novo álbum em 20 de março. O rapper fechou parceria com a gravadora independente Gamma para o lançamento de Bully, seu 12º álbum de estúdio.

Ye começou a gravar Bully há mais de três anos e lançou um curta-metragem complementar editado por Hype Williams e estrelado por seu filho, Saint West, em março de 2025. Não está claro qual versão do álbum será lançada em março, mas a Rolling Stone confirmou que Bully foi concluído antes da publicação do recente anúncio de Ye no Wall Street Journal.

No anúncio — uma carta aberta de uma página — Ye pediu desculpas por anos de comentários antissemitas e outras declarações controversas. Ele também falou sobre seu diagnóstico de transtorno bipolar, abordou a venda de mercadorias com suásticas e refletiu sobre ter decepcionado a comunidade negra. A carta não mencionou diretamente nenhuma das ações judiciais que ele enfrenta, incluindo um processo por assédio sexual, agressão e demissão indevida movido por sua ex-assistente em 2024. (Por meio de um porta-voz, West negou as acusações anteriormente.) “Não estou pedindo simpatia ou um passe livre, embora aspire conquistar seu perdão”, dizia a carta. “Escrevo hoje simplesmente para pedir sua paciência e compreensão enquanto encontro meu caminho de volta para casa”.

Segundo um comunicado à imprensa, Bully capturará Ye enquanto ele lida com “remorso, memória, ego, fé e consequência”. O álbum documenta sua experiência interna durante esse período, mas não funciona como pedido de desculpas ou tentativa de redenção. Com Bully, Ye estaria “usando a música como narrativa e não como defesa”.

Seu lançamento solo anterior, Donda 2 (2022), saiu através do dispositivo de remix de áudio Stem Player e depois em versão editada em 2025 pela marca YZY de Ye. A Yeezy também pagou pelo espaço publicitário no WSJ.

Em uma crítica da versão inicialmente lançada de Bully, a Rolling Stone observou que, segundo Ye, metade dos vocais do álbum eram inteligência artificial, mas destacou momentos claros que mostravam lampejos de seu passado. “Em ‘Bully’, Ye soa como soava em 808’s and Heartbreak (2008), onde usou o Auto-Tune para construir um crescendo lamentoso — um efeito dramático para um homem no seu limite emocional”, dizia a crítica. “Bully tinha energia — mais vida do que qualquer um de seus trabalhos pós-The Life of Pablo (2016)”.

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