Leigh-Anne celebra retorno positivo de primeiro álbum pós-Little Mix: ‘Estou orgulhosa’
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a artista entrega os bastidores do lançamento de seu primeiro álbum, My Ego Told Me To, e as dificuldades que enfrentou para se manter fiel a si mesma
Henrique Nascimento (@hc_nascimento)
Assim que o Little Mix cantou a sua última frase e encerrou, temporariamente, uma jornada de dez anos de sucesso, em maio de 2022, Leigh-Anne Pinnock estava ansiosa para se reapresentar ao mundo. A tarefa, no entanto, não era das mais fáceis: dividir os holofotes com Jade Thirlwall e Perrie Edwards por tantos anos custou à artista, que foi jogada no mundo do show business com apenas 20 anos, a oportunidade de se conhecer fora do girl group.
Primeira a se lançar em uma carreira solo logo após a pausa, Leigh-Anne estava ansiosa para “abrir as suas asas” e descobrir que podia voar sozinha. “Nós estávamos preparadas para seguir por conta própria, abrir as nossas asas e descobrir quem éramos individualmente”, conta à Rolling Stone Brasil.
Apesar de ter esperado cerca de dois anos para lançar as suas primeiras músicas, a artista assinou com a Warner Records, viajou para o México e a Jamaica para participar de song camps — também conhecidos como “camping de composição” — enfiou-se em estúdios de gravação e, rapidamente, estava com as suas primeiras músicas encaminhadas:
“Meu álbum ficou pronto bem rápido. E, então, eu lancei ‘Don’t Say Love’, mas eu sentia que ‘Don’t Say Love’ ia para uma direção muito diferente do tipo de música que eu estava fazendo no camping. E muito disso era por causa da minha antiga gravadora e o caminho para o qual eles queriam me empurrar”, relembra. “Eu amo ‘Don’t Say Love’, mas ela não era é o que tinha pensado para a minha carreira solo. Não parecia o tipo de gênero [musical] ou o espaço que eu queria ocupar.”
O desencontro entre as expectativas da gravadora e as de Leigh-Anne para a sua carreira levaram a um eventual rompimento e a decisão da artista em se lançar de forma independente. Pergunto se, nessa transição, ela pensou em dar um tempo da música e recalcular a rota com tranquilidade, e Leigh-Anne nega veementemente:
“Não, eu nunca quis parar. Eu estava trabalhando nesse álbum por tanto tempo e eu o lançaria com ou sem eles. Eu não queria parar de jeito nenhum”, afirma.
“Talvez eu estivesse um pouco assustada de ser independente, mas ao mesmo tempo estava tão, tão pronta para fazer isso. E eu, basicamente, tinha o meu álbum [pronto], de qualquer forma. Foi só o caso de voltar ao estúdio e fazer algumas músicas a mais. Eu tinha a base [do álbum] e eu estava muito empolgada de continuar [trabalhando]”, completa.
Agora, um mês após o lançamento de seu disco de estreia, My Ego Told Me To, Leigh-Anne celebra o resultado positivo da empreitada, que mistura os rtimos favoritos da artista, como reggae, R&B, dancehall e pop de uma forma única: “Eu sinto que a minha jornada solo tem tido altos e baixos. Tem sido um pouco como uma montanha-russa, mas eu estou aqui agora, afinal. Foram quatro anos fazendo o álbum e eu finalmente o lancei”, festeja.
“E é exatamente o que eu imaginava que o meu álbum seria. Eu estou tão orgulhosa. E eu amo que você o ama também. É tão incrível ouvir as reações e o feedback. É simplesmente incrível. E saber que as pessoas estão se reconhecendo e se emocionando… Honestamente, é mais do que eu poderia pedir”, completa.
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